ICVA: varejo recua 3,9% em setembro e completa 16 meses de queda real

ICVA aponta retração puxada por veículos e eletrodomésticos, com juros altos freando o consumo das famílias.

13/10/2026 15:48

2 min

ICVA: varejo recua 3,9% em setembro e completa 16 meses de queda real
ICVA: varejo recua 3,9% em setembro e completa 16 meses de queda...
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O comércio brasileiro registrou queda nas vendas em setembro, segundo dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). O levantamento, que acompanha o desempenho do setor, apontou retração no período. A pesquisa considera o movimento de pequenos e grandes varejistas no país.

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O resultado reflete o comportamento do consumo no mês passado, de acordo com o levantamento divulgado. ## O que dizem os números O ICVA é um indicador que mede as vendas no varejo a partir das transações realizadas na rede da Cielo. A queda registrada no período foi calculada com base na comparação com o mesmo mês do ano anterior, já descontando a inflação.

Os dados mostram um desempenho negativo no varejo como um todo. A retração ocorre em um momento de juros altos e crédito mais caro, o que tende a frear o consumo das famílias. ## Setores com maior recuo Entre os segmentos, os que mais sentiram a retração foram os ligados a bens de maior valor, como veículos e eletrodomésticos.

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Esses itens costumam ser os primeiros a sofrer quando o orçamento familiar aperta. Por outro lado, setores de alimentação e itens de necessidade básica tiveram comportamento mais estável. A diferença de desempenho entre os ramos reforça a leitura de que o consumidor está priorizando gastos essenciais. ## O que dizem os especialistas Analistas ouvidos pelo levantamento atribuem a queda ao aumento da taxa básica de juros e ao aperto no crédito.

A combinação encarece financiamentos e reduz o apetite para compras de maior valor, como imóveis e veículos. A expectativa é que o cenário continue pressionado ao longo do ano. A inflação de serviços e a renda ainda em recuperação aparecem como fatores que devem manter o consumo em ritmo mais lento nos próximos meses. ## Dados do levantamento O estudo foi divulgado com base em dados oficiais e mostra o comportamento das vendas no primeiro trimestre.

A pesquisa aponta que o resultado reflete a cautela das famílias com o orçamento, ainda apertado por causa da alta dos preços. Especialistas ouvidos na apuração avaliam que a recuperação deve ser gradual. A projeção é de crescimento moderado no segundo semestre, mas sem retomada forte no curto prazo.

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