Ibovespa cai mais de 2% com rebaixamento dos EUA e dólar a R 5,02
Moody’s rebaixa nota dos EUA e derruba bolsas globais, com Ibovespa recuando mais de 2% e dólar a R 5,02.
A Bolsa de Valores de São Paulo (B 3) opera em forte queda nesta segunda – feira, com o Ibovespa recuando mais de 2% e voltando a flertar com o patamar dos 120 mil pontos. O movimento acompanha o mau humor global com os ativos de risco, em um dia de aversão a risco que derruba as principais praças da Europa e os futuros de Nova York.
Por volta das 13h 30, o principal índice da bolsa brasileira caía 2,31%, aos 121.084 pontos. O dólar, por sua vez, subia 1,5%, cotado a R 5,02, refletindo a busca por proteção em meio ao cenário externo adverso.
Por que o mercado global opera em queda
O exterior amanheceu no vermelho depois que a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a nota de crédito dos Estados Unidos de “Aaa” para “Aa1”, citando o aumento dos déficits fiscais e a erosão da força institucional do país. A decisão, anunciada na sexta – feira, pegou investidores de surpresa e reacendeu o temor com a trajetória da dívida americana.
Na Europa, os índices acionários operam em queda superior a 1%, com destaque para o FTSE 100, de Londres, que recua 1,4%. O movimento é puxado por ações de bancos e de empresas de mineração, setores mais sensíveis ao ciclo econômico global.
Já na Ásia, o dia também foi de perdas. O índice Nikkei, de Tóquio, fechou em baixa de 1,8%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1,2%. O mau humor foi generalizado, com os investidores migrando para ativos considerados mais seguros, como o dólar e os títulos do Tesouro americano.
Juros longos disparam no exterior
O movimento de aversão a risco também pressionou os mercados de renda fixa. O rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro americano subiu para 4,28%, maior nível desde outubro de 2023. Na Europa, o juro do bund alemão de mesma maturidade avançou para 2,87%.
Na Austrália, o juro projetado nos títulos de 10 anos chegou a tocar 5,3993%, o nível mais alto desde maio de 2011, segundo a Fact Set. O avanço dos rendimentos longos reflete a preocupação com a inflação e com o ritmo de aperto monetário nos próximos meses.
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Com o cenário externo desfavorável, a expectativa é de que a B 3 siga pressionada ao longo da sessão. Analistas monitoram de perto o comportamento do Ibovespa na faixa dos 120 mil pontos, que pode funcionar como um suporte técnico importante. Se o nível for rompido, o índice pode acelerar as perdas.