Ibovespa tem queda semanal igual à do 11 de Setembro e só perde para 1997, 2008, 2020 e 2001
O Ibovespa perdeu mais de 18% na semana que terminou na sexta-feira (30). É a maior queda semanal desde março de 2020, no início da pandemia de Covid-19, e a quinta maior desde a criação do Plano Real, em 1994. O tombo seguiu a forte revisão dos preços das ações brasileiras depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Um levantamento da Elos Ayta mostra que, com duas casas decimais, o resultado é igual ao da semana dos atentados de 11 de setembro, nos Estados Unidos. Na sexta-feira (30), o índice recuou 0,75% e acumulou o quinto pregão seguido de baixa.
Circuit breaker interrompe negociações na segunda-feira (26)
A pressão sobre os ativos brasileiros ganhou força logo após o segundo turno das eleições presidenciais. Na segunda-feira (26), a B3 acionou um circuit breaker, mecanismo que suspende temporariamente os negócios quando os preços oscilam de forma acentuada.
Naquele pregão, o índice chegou a cair quase 14%.
As perdas não pararam ali. Segundo o estudo da Elos Ayta, a desvalorização das ações reduziu em R$ 873 bilhões o valor de mercado consolidado das empresas listadas na B3.
No acumulado de outubro, o Ibovespa já cedeu 9,75%, a maior queda mensal desde junho de 2022. Mesmo assim, no ano, o índice ainda guarda alta de 4,22%.
Semana fica atrás apenas de quatro grandes tombos históricos
A maior perda semanal desde a criação do Plano Real foi registrada na semana que terminou em 31 de outubro de 1997, quando o índice caiu 22,17% em meio à crise financeira asiática. Em seguida vem a semana encerrada em 10 de outubro de 2008, com recuo de 20,01%, durante a crise global agravada pela quebra do banco americano Lehman Brothers.
Na terceira posição aparece 20 de março de 2020, quando o Ibovespa despencou 18,88% com a disseminação da Covid-19 e os efeitos econômicos das medidas de contenção. Já a semana encerrada em 14 de setembro de 2001 ocupa a quarta colocação, com queda de 18,12% após os atentados nos Estados Unidos.
Para o levantamento, o que diferencia o movimento atual é a origem. Todas as quatro maiores perdas históricas estiveram ligadas a crises internacionais, enquanto a queda recente decorre sobretudo de um evento político doméstico, a revisão das expectativas dos investidores após o resultado eleitoral.
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Redação Economia
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