Ibama multa proprietários e embarga 252 hectares em áreas críticas do Amazonas
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O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) aplicou 17 multas, que somam aproximadamente R$ 2 milhões, em fiscalizações realizadas em Autazes e Careiro da Várzea, no Amazonas. As operações também embargaram 12 áreas, com cerca de 252 hectares no total.
O órgão realizou 19 ações nos dois municípios, onde a situação dos incêndios florestais é considerada crítica. A fiscalização busca verificar o cumprimento das regras de prevenção e combate ao fogo e coibir práticas que ampliam os danos ambientais.
Fiscalização encontrou infrações em propriedades rurais
Entre os proprietários rurais multados, três não adotaram medidas de prevenção e combate a incêndios florestais previstas em editais de notificação do Ibama. Outros seis receberam multas por danos à vegetação nativa e dois foram penalizados pela destruição de áreas de floresta.
Também houve punição por manter atividade agrossilvopastoril sem licença ambiental do órgão competente. As ações estão relacionadas a dois editais de notificação direcionados a 725 propriedades rurais no Amazonas, para acompanhar o cumprimento das medidas de prevenção e enfrentamento dos incêndios.
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Ibama vai compartilhar autos com o MPAM
Paralelamente à fiscalização, órgãos estaduais e federais articulam medidas para investigar e responsabilizar autores de queimadas criminosas no Amazonas. Em reunião no sábado (17), o MPAM (Ministério Público do Estado do Amazonas) e órgãos federais acertaram estratégias para reforçar o trabalho conjunto.
O Ibama se comprometeu a compartilhar com o Ministério Público os autos de infração lavrados nas fiscalizações. Os documentos devem subsidiar a análise de medidas judiciais, entre elas possíveis ações penais contra pessoas apontadas como responsáveis por queimadas criminosas na capital e no interior do estado.
Autazes amplia ações contra incêndios
Em Autazes, o MPAM também reuniu órgãos públicos no sábado (17) para discutir como ampliar a fiscalização e a investigação de incêndios. Participaram representantes da prefeitura, das polícias Militar e Civil, da Guarda Municipal, do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil.
Uma das medidas definidas foi compartilhar dados de geolocalização para identificar áreas atingidas e ajudar a responsabilizar proprietários de terrenos onde forem constatados incêndios e possíveis irregularidades. A prefeitura adquiriu mais de 100 bombas costais e abafadores para auxiliar no combate ao fogo, especialmente em comunidades isoladas, e o Corpo de Bombeiros disponibilizou viaturas para apoiar as equipes no município.
Editoria:
Redação Clique Fatos
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