Herzog deve dar a Eisenkot a primeira chance de formar governo em Israel após a apuração

Eisenkot teria de quatro a seis semanas para negociar cargos e orçamento com outras legendas, e o Raam pode ser decisivo para reunir maioria no Knesset.

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Gadi Eisenkot e Benjamin Netanyahu, principais candidatos à eleição de Israel | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Gadi Eisenkot e Benjamin Netanyahu, principais candidatos à elei...
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Após a contagem dos votos em Israel, a disputa pelo governo entra na fase de formação de coalizão, e não se resolve apenas nas urnas. Pelo cenário atual, é provável que o presidente Isaac Herzog dê a Gadi Eisenkot a primeira chance de montar um governo.

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As pesquisas de boca de urna dão uma pista inicial, mas o processo pode levar semanas ou até meses até a escolha do novo primeiro-ministro.

Na prática, o primeiro passo é a rodada de consultas do presidente, que costuma acontecer logo após a apuração, em geral em poucos dias. Cada partido eleito informa sua preferência para o cargo de primeiro-ministro. Com base nessas conversas, Herzog escolhe quem tentará formar o governo, e essa escolha não depende apenas do tamanho da bancada.

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Vence o nome com mais chances de reunir uma coalizão viável.

Por que Netanyahu tem menos chances de voltar ao cargo

O atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, aparece como improvável para a indicação. Segundo o cenário descrito, nem o bloco de oposição nem os partidos árabes o indicariam.

Se as pesquisas de boca de urna se confirmarem, os dois partidos árabes terão papel decisivo na negociação. Uma pesquisa feita na noite de terça-feira (27) pelo centro aChord, da Universidade Hebraica, mostrou que a maioria dos eleitores do bloco de oposição quer que Eisenkot forme governo com o Raam, um dos dois partidos árabes.

Quatro a seis semanas para negociar cargos e orçamento

Eisenkot teria de quatro a seis semanas para conversar com outras legendas. A negociação inclui a distribuição de cargos no gabinete, as prioridades orçamentárias e as diretrizes políticas do futuro governo. O objetivo é juntar uma maioria no Knesset, o parlamento israelense.

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Se Eisenkot não conseguir, Herzog passa a chance para outro candidato, e todo o processo recomeça do zero. Caso esse segundo nome também fracasse, o próprio Knesset terá um breve período para indicar outro nome. Sem sucesso nessa etapa, o país terá de realizar novas eleições.

No fim, vencer a eleição significa bem mais do que conquistar votos e cadeiras. O desafio é construir e manter uma coalizão capaz de sustentar o governo.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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