Herzog deve dar a Eisenkot a primeira chance de formar governo em Israel após a apuração

Após a contagem dos votos em Israel, a disputa pelo governo entra na fase de formação de coalizão, e não se resolve apenas nas urnas. Pelo cenário atual, é provável que o presidente Isaac Herzog dê a Gadi Eisenkot a primeira chance de montar um governo.
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As pesquisas de boca de urna dão uma pista inicial, mas o processo pode levar semanas ou até meses até a escolha do novo primeiro-ministro.
Na prática, o primeiro passo é a rodada de consultas do presidente, que costuma acontecer logo após a apuração, em geral em poucos dias. Cada partido eleito informa sua preferência para o cargo de primeiro-ministro. Com base nessas conversas, Herzog escolhe quem tentará formar o governo, e essa escolha não depende apenas do tamanho da bancada.
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Vence o nome com mais chances de reunir uma coalizão viável.
Por que Netanyahu tem menos chances de voltar ao cargo
O atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, aparece como improvável para a indicação. Segundo o cenário descrito, nem o bloco de oposição nem os partidos árabes o indicariam.
Se as pesquisas de boca de urna se confirmarem, os dois partidos árabes terão papel decisivo na negociação. Uma pesquisa feita na noite de terça-feira (27) pelo centro aChord, da Universidade Hebraica, mostrou que a maioria dos eleitores do bloco de oposição quer que Eisenkot forme governo com o Raam, um dos dois partidos árabes.
Quatro a seis semanas para negociar cargos e orçamento
Eisenkot teria de quatro a seis semanas para conversar com outras legendas. A negociação inclui a distribuição de cargos no gabinete, as prioridades orçamentárias e as diretrizes políticas do futuro governo. O objetivo é juntar uma maioria no Knesset, o parlamento israelense.
Se Eisenkot não conseguir, Herzog passa a chance para outro candidato, e todo o processo recomeça do zero. Caso esse segundo nome também fracasse, o próprio Knesset terá um breve período para indicar outro nome. Sem sucesso nessa etapa, o país terá de realizar novas eleições.
No fim, vencer a eleição significa bem mais do que conquistar votos e cadeiras. O desafio é construir e manter uma coalizão capaz de sustentar o governo.
Editoria:
Redação Internacional
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