HASH11 Inclui Criptomoeda Hyperliquid em Portfólio Após Subida de 145% em 2026
HASH11 incorpora Hyperliquid após alta expressiva e demonstra potencial do protocolo em criptoativos emergentes.
A criptomoedahyperliquid está prestes a ser incorporada ao índice de referência utilizado pelo HASH11, o maior fundo negociado em bolsa brasileiro focado em ativos digitais e que opera como um ETF para exposição a criptoativos no país.
Essa inclusão marca uma atualização importante na composição do portfólio rastreado pela gestora Hashdex, com as alterações entrando em vigor já no dia 1º de setembro. O HASH 11 acompanha diretamente os movimentos do Nasdaq CME Crypto Index (NCI), buscando oferecer aos investidores brasileiros acesso à volatilidade crescente dos mercados globais de moedas virtuais.
Acompanhando protocolos emergentes
O mercado digital tem demonstrado grande dinamismo e velocidade nas mudanças regulatórias ou tecnológicas que definem a relevância financeira das criptomoedas. Nesse contexto, o protocolo hyperliquid se destaca por seu desempenho notável ao acumular alta expressiva na ordem de 145% no ano de 2026.
Segundo Samir Kerbage, CIO da Hashdex, essa rápida evolução exige mecanismos sofisticados para acompanhar os ativos mais promissores do setor sem desviar dos critérios objetivos estabelecidos pelo índice global.
“Nós sabemos como este ecossistema muda muito rápido”, afirmou ainda Kerbage em nota enviada à EXAME. Ele explicou que novos protocolos podem ganhar relevância significativa num período curtíssimo e citou justamente o caso hyperliquid nesse sentido.”
A função estratégica do Nasdaq CME Crypto Index
Para lidar com a natureza mutável desses mercados digitais, foi desenhado um mecanismo de rastreamento sistemático: o NCI (Nasdaq CME Crypto Index). O próprio Samir Kerbage reforçou essa ideia ao comentar sobre os critérios utilizados pelo índice.
“O NCI foi projetado exatamente para acompanhar essa evolução dessa forma muito mais sistêmica”, detalhou. Ele enfatizou que esse acompanhamento é feito seguindo “critérios objetivos tanto de elegibilidade quanto de representatividade” dos ativos no mercado global.”
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Essa estrutura indexada oferece uma vantagem crucial aos investidores locais em meio à turbulência do setor cripto. Em vez de dependerem da antecipação manual, onde seria necessário prever qual ativo individualmente representa a próxima grande oportunidade — um desafio quase impossível —, o fundo permite manter sua exposição evoluindo junto com todo o ecossistema.
Bitcoin e os 80% centrais
Apesar dessa necessidade crescente por diversificação via protocolos como hyperliquid, é fundamental notar que ainda há forte concentração no portfólio principal dos ativos digitais negociados pelo HASH 11 em Brasil. O Bitcoin (BTC), reconhecido mundialmente pela comunidade financeira criptoativa, continua sendo eleito como referência de mercado ou benchmark do setor digital globalizado.
Atualmente, aproximadamente cerca de 80% da carteira total permanece concentrada neste ativo dominante. Essa alta exposição ao bitcoin garante uma base sólida para o fundo enquanto os mecanismos indexadores incorporam a performance e potencialização de outros projetos emergentes na busca por retornos mais amplos.”