Hamilton supera Russell por 0,009s e faz a pole nº 105 com a Ferrari no México

Lewis Hamilton conquistou no sábado (31), no México, sua primeira pole position em um Grande Prêmio pela Ferrari. Ele marcou 1min16s514 e ficou apenas nove milésimos de segundo à frente de George Russell. Charles Leclerc fechou o treino em terceiro, o que deu à equipe italiana um resultado forte no dia.
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A pole é a 105ª da carreira de Hamilton, que segue ampliando o próprio recorde na Fórmula 1. Ele também chegou a uma combinação inédita, já que conquistou poles por McLaren, Mercedes e Ferrari. São 26 pela McLaren, 78 pela Mercedes e, agora, a primeira pela Ferrari.
Hamilton soma poles com três equipes diferentes
Na avaliação de quem analisou o resultado, a marca diz muito sobre a capacidade de adaptação do piloto. Ele chegou à frente em três equipes, em fases distintas da carreira e com carros que mudaram bastante ao longo dos anos.
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O equipamento pesa muito na Fórmula 1, e nenhum piloto consegue brigar por poles de forma regular sem um carro competitivo. Ainda assim, tirar o máximo desse carro exige entender suas reações, trabalhar de perto com os engenheiros e ter coragem para atacar o limite.
Ao trocar de equipe, o piloto precisa refazer essa relação, mesmo tendo sete títulos mundiais.
A primeira pole de Hamilton veio no Canadá, em 2007, ainda na temporada de estreia pela McLaren. Em 2013, na China, ele chegou à primeira pela Mercedes. Quase duas décadas depois daquela volta em Montreal, a Ferrari entrou para essa lista.
Nove milésimos mostram disputa apertada
A diferença para Russell foi de 0,009 segundo. Uma correção a mais no volante, uma frenagem diferente ou uma retomada de aceleração menos precisa bastariam para perder a vantagem. Na volta decisiva, Hamilton reuniu o que precisava.
O resultado de Leclerc em terceiro ajuda a entender o contexto. A Ferrari tinha um carro competitivo na classificação, e Hamilton aproveitou essa condição. Para avaliar o que aconteceu, é preciso olhar o desempenho da equipe e a execução do piloto em conjunto.
Vale lembrar que Hamilton já havia feito a pole da sprint na China, em 2025, mas esse resultado é contabilizado à parte. A pole do México é a primeira dele para a corrida principal pela Ferrari e encerra um jejum de poles em Grandes Prêmios que vinha desde a Hungria, em 2023.
O que ainda depende da corrida
A classificação, porém, não decide a temporada. Para transformar a pole em vitória, ainda pesam o ritmo de corrida, o desgaste dos pneus, a estratégia e a confiabilidade. O resultado também não significa que todas as dificuldades de adaptação à Ferrari tenham ficado para trás.
Mesmo assim, o feito merece reconhecimento. Quando um piloto atravessa uma fase difícil, a idade costuma entrar cedo na conversa. Por isso, o desempenho precisa ser analisado junto com o carro, a adaptação e o trabalho da equipe. No México, Hamilton mostrou que segue capaz de brigar pela classificação no mais alto nível, aos 41 anos.
Depois de tantos anos e conquistas, mudar de equipe significa voltar a aprender e encarar novas cobranças. Hamilton aceitou esse desafio e acrescentou mais uma marca relevante à carreira. Para quem acompanha a categoria, a pole abre a expectativa de ver como ele seguirá nas próximas etapas pela Ferrari.
Editoria:
Redação Esportes
A Redação Esportes reúne a cobertura do Clique Fatos sobre futebol brasileiro e internacional, competições e bastidores do esporte. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



