Haiti: premiê Fils-Aimé é criticado por ausência em meio à crise das gangues

Correspondente do Brasil de Fato relata críticas ao premiê Alix Didier Fils-Aimé, acusado de priorizar agendas nos EUA enquanto a violência das gangues avança.

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Foto: AFP
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Haitianos Mobilizados e Críticos com o Governo

A situação no Haiti continua tensa, com a população mobilizada diante da escalada da violência praticada pelas gangues. Enquanto isso, o primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aimé tem sido alvo de críticas por sua ausência e falta de atenção às demandas da população local.

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A correspondente da Rádio Brasil de Fato no Haiti, Cha Dafol, detalha a dinâmica da crise.

Dafol relata que Aimé tem se dedicado intensamente a agendas diplomáticas nos Estados Unidos, cumprindo pela terceira vez em um ano compromissos com autoridades americanas. A jornalista destaca que a presença do primeiro-ministro em Washington parece prevalecer sobre a realidade do país, gerando comentários como “ele conhece melhor Washington do que o próprio Haiti”.

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Ela enfatiza que Aimé ascendeu ao poder através de um acordo entre os Estados Unidos e outros atores internacionais.

A correspondente ressalta que o governo atual no Haiti depende fortemente de ajuda financeira internacional, e Aimé busca fortalecer essas articulações com instituições como o FMI, o Banco Mundial e a ONU. No entanto, ela critica a repetição de discursos sem avanços concretos na resolução da crise, evidenciando a falta de engajamento do governo com a população local.

A implementação de uma força de repressão às gangues, composta por soldados de países parceiros, também é mencionada. Apesar disso, Dafol aponta que a estratégia tem pouca aceitação popular, citando o histórico de acusações de crimes cometidos por missões militares estrangeiras anteriores no país, como a Minustah, liderada pelo Brasil.

Ela descreve a situação como uma articulação entre o governo, os Estados Unidos e a ONU, com o financiamento americano sendo um elemento central.

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Além disso, o premiê Aimé busca apoio financeiro para realizar eleições no país, uma promessa eleitoral que, segundo a correspondente, parece improvável de se concretizar. Ele não tem se manifestado sobre as mobilizações sociais e populares que ocorreram em abril, focando-se em suas viagens e compromissos internacionais.

A situação demonstra uma clara desconexão entre o governo e a realidade do Haiti.

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