Haddad prevê eleição presidencial apertada e defende debate com base em números

Pré-candidato do PT ao governo paulista diz que a campanha vai comparar os indicadores dos governos Lula e Bolsonaro.

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Partido que lidera a oposição a Lula pediu que o STF declare a gestão fiscal da equipe econômica do governo inconstitucional; na imagem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) | Sérgio Lima/Poder360 – 6.fev.2026 | Foto: Reprodução

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, afirmou nesta segunda-feira (29) que a eleição presidencial deste ano será “apertada”. A declaração foi feita durante visita ao Instituto Federal de São Paulo (IFSP), na capital paulista.

Segundo Haddad, a campanha do presidente Lula deve comparar indicadores econômicos e sociais do atual governo com os do governo de Jair Bolsonaro (PL).

Dados no centro do debate

Questionado sobre pesquisas recentes que apontam empate técnico na disputa presidencial, Haddad disse que o debate precisa se concentrar nos números. “Eu acredito que vai ser uma eleição apertada; não será simples”, declarou. “A gente tem que tentar fazer com que o eleitorado brasileiro se baseie em dados.”

Comparação entre gestões

Haddad afirmou que os indicadores econômicos de hoje são melhores que os do governo anterior. “Você pega a área econômica e não existe nenhum dado, seja crescimento, desemprego ou inflação, que mostre algo pior agora do que durante os anos do governo Bolsonaro”, disse.

O ex-ministro também falou do desafio de enfrentar o que chamou de “conflito de narrativas” e disse que o esforço da campanha será concentrado nos números. “Todo nosso empenho será sempre focar nos números”, afirmou.

Resultados nacionais e estaduais

Haddad pretende comparar os avanços do governo federal com os resultados de administrações estaduais comandadas pela direita. “O Brasil melhorou ou piorou nesses quatro anos? Eu não tenho dúvida”, declarou.

Segundo ele, a educação melhorou no país, mas não em São Paulo, e o mesmo vale para a saúde. “Eu trabalho com fatos”, reforçou. “Falar é fácil, comprovar é difícil. Toda fala tem que ser sustentada por alguma fonte oficial, seja IBGE ou Ipea.”

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Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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