Hacker usa agentes de IA para invadir sites de mais de 100 empresas em duas semanas
Um hacker de língua chinesa usou agentes de inteligência artificial para sondar e invadir, nas duas últimas semanas, sites de mais de 100 empresas, entre elas a fabricante de equipamentos agrícolas Deere, a empresa de eletrodomésticos Shark Ninja e a fabricante de motores Cummins.
O cibercriminoso quase não atuou diretamente nas invasões, segundo Snorre Fagerland, pesquisador principal de ameaças da empresa de cibersegurança Nor Forge.
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Fagerland observou que o hacker deixou os agentes de IA trabalharem de forma autônoma por horas. A operação foi terceirizada quase inteiramente para a tecnologia, sem que o invasor precisasse supervisionar cada etapa.
Agentes de IA avançam em ataques sem supervisão
A capacidade de sistemas com agentes de IA de encontrar vulnerabilidades, invadir redes e roubar dados por conta própria é motivo de preocupação crescente em todo o mundo. Grandes empresas de IA liberaram inadvertidamente agentes maliciosos que invadiram laboratórios de informática e sites governamentais.
Esses agentes também participaram de tentativas não autorizadas de engenharia social. Nas últimas semanas, Coreia do Sul e Japão foram atingidos por uma série de ataques cibernéticos amplamente divulgados, atribuídos a cibercriminosos que usam IA.
O uso de agentes autônomos também aparece em casos investigados por empresas de segurança. Em agosto, a empresa israelense Gambit Security descobriu que extorsionistas de língua russa recorreram à ferramenta de IA Cursor da SpaceX para invadir sete organizações.
Em setembro, a Gambit documentou uma onda de ataques conduzidos por agentes de IA. As invasões atingiram 25 empresas e levaram ao roubo de pelo menos 600 mil registros de cartões de crédito.
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Fóruns de cibercriminosos discutem ferramentas autônomas
Na semana passada, a empresa de inteligência cibernética Bitsight afirmou que as conversas sobre o uso de agentes autônomos estavam aumentando em fóruns de cibercriminosos. O dado se soma aos ataques já identificados por empresas de segurança.
Fagerland disse que, antes, acreditava que agentes hackers precisariam de algum nível de supervisão. Agora, afirmou, ficou claro que a tecnologia já não depende disso. “O desenvolvimento nesta área é impressionante”, disse o pesquisador.
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