Gustavo Petro diz que ataques na Colômbia tentam sabotar as eleições
Gustavo Petro alerta sobre ataques que podem sabotar eleições na Colômbia
Na segunda-feira (27), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, declarou que os recentes ataques no sudoeste do país podem ter a intenção de prejudicar as eleições presidenciais marcadas para 31 de maio. As declarações surgiram após episódios de violência no departamento de Cauca, que Petro vinculou a redes de narcotráfico, aumentando as tensões políticas e de segurança antes da votação.
“Não me surpreende que grupos em Cauca estejam tentando sabotar as eleições. O que a Junta do Narcotráfico quer? Que a ultradireita governe a Colômbia como no Equador”, afirmou o presidente colombiano.
Violência e ataques recentes
Entre sexta-feira (24) e sábado (25), ocorreram dois atentados com carros-bomba contra instalações militares em Cali e Palmira. Além disso, uma explosão na Rodovia Pan-Americana, no sábado (25), no município de Cajibio, resultou na morte de 20 pessoas e deixou pelo menos 48 feridos, incluindo cinco crianças, além de causar danos a dezenas de veículos na estrada que conecta Popayán a Cali.
Petro ressaltou que os ataques não foram realizados apenas por grupos armados conhecidos, mas por uma rede mais ampla que ele denomina de “Junta do Narcotráfico”. A Procuradoria-Geral da República da Colômbia já havia afirmado que não existem “provas” da existência dessa suposta organização criminosa.
Tensões com o Equador
O presidente também solicitou aos líderes das Forças Armadas que investigassem se os ataques tiveram origem no Equador. Essa declaração de Petro ocorre em um contexto de crise nas relações entre os dois países. A tensão começou quando o Equador acusou a Colômbia de não implementar medidas de segurança eficazes ao longo da fronteira compartilhada.
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