Guerra no Irã pode levar 30 milhões à pobreza, alerta chefe da ONU Alexander De Croo

A guerra no Irã pode levar mais de 30 milhões de pessoas de volta à pobreza, alerta Alexander De Croo. Entenda as consequências devastadoras dessa crise.

23/04/2026 15:26

2 min

Guerra no Irã pode levar 30 milhões à pobreza, alerta chefe da ONU Alexander De Croo
(Imagem de reprodução da internet).

Impactos da Guerra do Irã na Pobreza Global

O chefe de desenvolvimento da ONU, Alexander De Croo, afirmou nesta quinta-feira (23) que mais de 30 milhões de pessoas poderão retornar à pobreza devido aos efeitos da guerra no Irã. A escassez de fertilizantes, que já foi intensificada pelo conflito, resultou em uma diminuição da produtividade agrícola, conforme declarou à Reuters o administrador do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

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De Croo destacou que essa situação provavelmente afetará ainda mais a produção agrícola ao longo deste ano. “A crise atingirá seu pico em alguns meses, e não há muito que se possa fazer a respeito”, afirmou, mencionando também outras consequências, como a escassez de energia e a redução das remessas.

Consequências da Crise

Ele ressaltou que, mesmo que a guerra terminasse imediatamente, os efeitos já estão em curso e levarão mais de 30 milhões de pessoas de volta à pobreza. A produção de fertilizantes é concentrada no Oriente Médio, onde um terço dos suprimentos globais é controlado em meio à disputa entre Irã e Estados Unidos.

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Recentemente, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e o Programa Mundial de Alimentos da ONU alertaram que a guerra resultará em um aumento nos preços dos alimentos, sobrecarregando ainda mais as populações mais vulneráveis. De Croo também mencionou que os efeitos indiretos da crise já causaram uma perda estimada de 0,5% a 0,8% do PIB global.

Desafios Humanitários

“Coisas que levam décadas para serem acumuladas podem ser destruídas em apenas oito semanas de guerra”, declarou. A crise está pressionando os esforços humanitários, à medida que o financiamento diminui e as necessidades aumentam em regiões que já enfrentam emergências graves, como Sudão e Gaza.

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“Teremos que dizer a certas pessoas: sinto muito, mas não podemos ajudá-los”, afirmou De Croo. “As pessoas que dependem de ajuda não terão mais esse suporte e serão empurradas para uma vulnerabilidade ainda maior.”

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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