Gramado da Neo Química Arena é criticado por jogadores do Corinthians após empate com Athletico-PR

Críticas ao gramado da Neo Química Arena refletem a insatisfação crescente de jogadores e comissão técnica, que pedem melhorias urgentes para evitar lesões.

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Neo Química Arena, casa do Corinthians | Foto: Reprodução
Neo Química Arena, casa do Corinthians | Foto: Reprodução

Após o empate sem gols com o Athletico-PR, na última quinta-feira (30), o gramado da Neo Química Arena, em São Paulo (SP), se tornou alvo de críticas contundentes por parte do técnico Fernando Diniz e dos jogadores do Corinthians. Para a equipe, as condições do campo foram consideradas “vilãs” para o desempenho do time e até contribuíram para lesões recentes no elenco.

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Diniz, que não poupou palavras, afirmou que o gramado, que já foi referência no passado, “vive seu pior momento desde a inauguração do estádio, em 2014”. Ele relatou que “cinco jogadores ralaram o joelho” durante a partida e lamentou: “O campo sempre foi uma arma do Corinthians.

Se fosse ficar dessa forma, tinham que ter avisado.”

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Reclamações sobre o estado do gramado

A insatisfação com o gramado não é nova. Desde o dia 20, quando o volante Raniele sofreu um trauma no joelho durante um treino na Arena, as reclamações começaram a ganhar força. Após o jogo contra o Athletico-PR, Raniele voltou a criticar a situação: “A resposta que temos é que o gramado era para ser trocado, que a grama tinha que ser trocada”, pediu ele, ressaltando a necessidade urgente de uma solução para garantir boas condições tanto para os jogadores quanto para os torcedores.

O zagueiro André Ramalho também endossou as críticas. Ele recordou que a Arena já teve “o melhor gramado do Brasil” e expressou esperança de que essa qualidade seja restaurada rapidamente: “Está ruim. Está claro. Vários jogadores com o joelho ralado.

A gente comentou, alertou no treino antes do reinício dos jogos.”

Intervenções e promessas de melhorias

Na pausa para a Copa do Mundo, o Corinthians aproveitou para realizar melhorias no gramado, com o objetivo de retomar o padrão de excelência de 2014. Em junho de 2025, houve uma intervenção significativa com corte, pulverização e costura de fibras sintéticas.

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No entanto, problemas surgiram durante uma restauração mais profunda que envolveu a remoção de matéria orgânica e levantamento da fibra sintética.

A partir do dia 20 deste mês, tanto jogadores quanto comissão técnica relataram dificuldades relacionadas ao excesso de areia e à falta de compactação da superfície. Diante da repercussão negativa sobre a qualidade do campo, Marcio de Luna, gerente de operações da Neo Química Arena, gravou um vídeo reconhecendo que o desempenho do campo está aquém das expectativas.

Em sua declaração, De Luna anunciou uma reunião com o presidente Osmar Stabile e o executivo de futebol Marcelo Paz para discutir soluções imediatas. Ele garantiu que medidas estão sendo tomadas para melhorar as condições do gramado antes do próximo jogo contra o Internacional pela Copa do Brasil na quinta-feira (6.

O gerente também mencionou que acionaram a empresa responsável pela manutenção do gramado, que atua desde a construção do estádio: “para que a performance esperada do campo seja alcançada até o próximo jogo”, concluiu.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

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