Governo Trump pede à Suprema Corte que separe cédulas de 20 mil eleitores da Califórnia

O governo do presidente Donald Trump recorreu à Suprema Corte dos Estados Unidos na segunda-feira (2) para tentar suspender a contagem dos votos pelo correio de mais de 20 mil eleitores da Califórnia. Autoridades federais afirmam que essas pessoas provavelmente não são cidadãos americanos.
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O pedido chegou à Corte na véspera das eleições de meio de mandato, as chamadas midterms. O Departamento de Justiça quer que as cédulas recebidas desses eleitores fiquem separadas e fora da apuração até que a cidadania seja verificada.
Lista cruza registros eleitorais com dados de imigração
De acordo com o governo federal, a relação de nomes foi montada a partir do cruzamento de registros eleitorais públicos com dados de imigração. Na Califórnia, todo eleitor registrado recebe uma cédula pelo correio, o que torna o caso mais sensível.
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A tese do governo é que, uma vez misturadas às demais, as cédulas não poderão ser identificadas nem retiradas da contagem. Por isso, pede a separação imediata.
Ação começou em 15 de outubro
O Departamento de Justiça foi à Justiça Federal em 15 de outubro. Na ação, acusa a Califórnia de impedir ilegalmente a aplicação de uma lei de 1996 que criminaliza o voto de não cidadãos em eleições federais.
Duas instâncias negaram a separação das cédulas
Um tribunal federal de primeira instância rejeitou a medida em 28 de outubro. Na sexta-feira (30), o Tribunal de Apelações do 9º Circuito também negou o pedido, e foi essa decisão que levou o caso à Suprema Corte.
Ao negar a medida, a primeira instância questionou a confiabilidade da metodologia usada na lista. Para o juiz, havia o perigo de impedir eleitores aptos de votar.
As autoridades da Califórnia sustentam que a relação pode incluir cidadãos americanos com direito a voto. Dizem ainda que o governo não entregou os dados e critérios necessários para checar a lista.
O procurador-geral do estado, Rob Bonta, argumenta que mudar os procedimentos no meio de uma eleição já em andamento causaria confusão. Para ele, a medida também interferiria na autonomia do estado para organizar o pleito.
Eleições de terça-feira (3) definem o Congresso
As eleições de terça-feira (3) vão decidir quem controla a Câmara dos Representantes e o Senado. A briga na Justiça acontece enquanto o governo Trump tenta contestar, em tribunais, decisões ligadas ao pleito.
O governo já havia tentado restringir o voto por correspondência, modalidade mais usada por eleitores democratas. A Suprema Corte, porém, rejeitou essa proposta em setembro.
Editoria:
Redação Internacional
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