Governo Lula avalia aplicar reciprocidade aos EUA só depois da eleição
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não deve aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos antes das eleições de outubro. A avaliação no Palácio do Planalto, ouvida pelo Poder360 nesta sexta-feira (24), é que ainda é preciso concluir os estudos técnicos sobre o impacto do tarifaço e que não haveria tempo para negociar com os setores afetados antes da votação.
Há diferença entre acionar e implementar a reciprocidade. Acionar é iniciar o levantamento de possíveis alvos; implementar é aplicar de fato uma tarifa retaliatória ou outra medida. O governo já deu o primeiro passo: a nota oficial publicada depois do anúncio da tarifa adicional de 12,5% informou que o instrumento seria acionado de imediato.
O governo também avalia que os EUA devem esperar o resultado da eleição brasileira para definir os próximos passos, incluindo uma possível nova rodada do tarifaço, e que não faz sentido antecipar uma medida que pode ficar defasada.
A Lei da Reciprocidade Econômica (15.122/2025), aprovada pelo Congresso em abril de 2025 com apoio do governo e da oposição e regulamentada em julho, autoriza contramedidas contra países que imponham barreiras comerciais unilaterais, depois de um rito administrativo.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi revisado e corrigido com base na fonte original.
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