Governo Federal eleva classificação indicativa do YouTube e restringe acesso a menores de 16 anos

Governo Federal Aumenta Classificação Indicativa do YouTube
O governo federal decidiu aumentar a classificação indicativa do YouTube de 14 para 16 anos. Essa mudança foi baseada em uma análise técnica realizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que identificou a presença de conteúdos considerados prejudiciais para menores.
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Com essa nova classificação, a plataforma não será recomendada para usuários com menos de 16 anos.
A nova classificação indicativa será exibida de forma clara em todos os locais onde o serviço está disponível, incluindo lojas de aplicativos, e será informada antes do acesso ao conteúdo. Além disso, o YouTube deverá informar, junto ao selo etário, os principais motivos que justificam essa classificação, como a presença de conteúdo sexual, drogas, violência extrema e linguagem imprópria.
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Motivos da Reclassificação
De acordo com o governo, essa reclassificação tem um caráter informativo e não implica em censura ou remoção de conteúdo. Isso significa que os vídeos continuarão acessíveis, mas com uma indicação mais rigorosa sobre a faixa etária adequada.
A decisão foi motivada pela identificação de conteúdos que, embora possam parecer inofensivos à primeira vista, abordam temas sensíveis e complexos, exigindo maior cuidado na recomendação para o público jovem.
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A oficialização da decisão ocorreu por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União, assinada pela Coordenação-Geral de Políticas de Classificação Indicativa. Após essa publicação, a plataforma terá um prazo para apresentar um eventual recurso.
O YouTube, que é uma propriedade do Google, poderá contestar a decisão em até dez dias após a divulgação oficial.
Ações Relacionadas ao ECA Digital
Essa medida faz parte de um conjunto mais amplo de ações relacionadas ao ECA Digital, que visa reforçar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. Isso inclui critérios como a exposição a conteúdos sensíveis, interação com desconhecidos e sistemas de recomendação algorítmica.
Na semana anterior, o governo já havia elevado a classificação indicativa de outras redes sociais, como TikTok, Kwai e Pinterest, além de revisar a faixa etária de jogos populares e programas de televisão, dentro dessa mesma política de regulação.
Em contato com a CNN Brasil, o YouTube informou que está apurando a situação e deve se manifestar em breve.
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



