Governo de Minas indica Márcio Nunes para assumir a presidência da Cemig

O Estado de Minas Gerais, acionista controlador da Cemig, indicou Márcio Augusto Vasconcelos Nunes para assumir a presidência da companhia. A informação foi divulgada pela estatal em fato relevante nesta segunda – feira (31.
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A mudança ocorre enquanto a empresa reorganiza sua estrutura de comando. Alexandre Ramos Peixoto, atual CEO, foi indicado para ocupar os cargos de conselheiro e presidente do Conselho de Administração.
Troca no comando da Cemig
Com a indicação, Márcio Augusto Vasconcelos Nunes passa a ser o nome escolhido pelo Estado de Minas Gerais para liderar a Cemig. A nomeação, no entanto, ainda não produz efeito definitivo, pois precisa cumprir as etapas previstas nas regras internas e na legislação.
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O comunicado divulgado pela companhia informa que todas as indicações dependem dos procedimentos de governança previstos na legislação e no estatuto da companhia. Na prática, a mudança anunciada ainda será submetida às instâncias responsáveis por validar os novos cargos.
Alexandre Ramos Peixoto deixará a posição de CEO, mas foi indicado para permanecer ligado à administração da Cemig. A proposta é que ele assuma simultaneamente a função de conselheiro e a presidência do Conselho de Administração.
A alteração no comando havia sido antecipada pelo governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD). A sinalização ocorreu durante um conflito político relacionado a suspeitas de corrupção na Cemig SIM, braço de energia solar da estatal.
Investigação envolvendo a Cemig SIM
Mateus Simões havia proposto transferir Alexandre Ramos Peixoto e o vice – presidente jurídico Sérgio Pessoa de Castro para a Cemig SIM. A missão atribuída aos dois seria aprofundar a apuração sobre eventuais irregularidades na subsidiária de energia solar da Cemig.
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A proposta de deslocamento dos executivos está ligada às suspeitas que passaram a envolver a Cemig SIM. O objetivo indicado pelo governador era reforçar a análise dos fatos e ampliar a apuração dentro da subsidiária.
O movimento ganhou força depois da demissão de Rubens Soalheiro, então diretor comercial da Cemig SIM. O nome dele foi citado pela Polícia Federal por suposto envolvimento com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A indicação de Márcio Augusto Vasconcelos Nunes para a presidência da Cemig e a transferência proposta para Alexandre Ramos Peixoto e Sérgio Pessoa de Castro fazem parte do mesmo processo de reorganização mencionado no comunicado e nas declarações de Mateus Simões.
Próximas etapas da mudança
Embora o fato relevante já apresente os nomes escolhidos para os postos de comando, a Cemig ainda precisa concluir as etapas formais de governança. Essas exigências alcançam todas as indicações anunciadas pela companhia.
Até a conclusão dos procedimentos previstos na legislação e no estatuto da companhia, permanecem definidos apenas os nomes indicados para as funções. A efetivação dos cargos dependerá do cumprimento dessas regras.
A mudança ocorre, portanto, em meio às discussões sobre as suspeitas na Cemig SIM e à necessidade de aprofundar a apuração de eventuais irregularidades. O fato relevante divulgado nesta segunda – feira (31) reúne as indicações e registra que elas ainda estão sujeitas à análise prevista nas normas da Cemig.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



