Google lança busca com agentes de IA e novo modo autônomo no Gemini

A nova busca usa o modelo Gemini 3.5 Flash e aceita perguntas longas e conversacionais.

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Imagem gerada por inteligência artificial
Imagem gerada por inteligência artificial

Google apresenta novos recursos com inteligência artificial

Na terça-feira (19), o Google anunciou uma série de inovações em seu mecanismo de busca, assistente virtual Gemini e outros serviços, com o objetivo de facilitar a experiência do usuário na internet. Essas atualizações visam adaptar a plataforma, que já possui décadas de história, à era da inteligência artificial.

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Entre as novidades, destaca-se uma versão reformulada da barra de pesquisa, que pode navegar na web em nome do usuário, além de um novo modo no Gemini que opera de forma autônoma.

As mudanças aproximam o Google de concorrentes como Anthropic e OpenAI, cujos modelos de IA têm assumido funções antes exclusivas de buscadores e navegadores. O novo mecanismo de busca, que utiliza o modelo Gemini 3.5 Flash, representa uma das maiores transformações da empresa em direção à inteligência artificial, distanciando-se da tradicional lista de links azuis.

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Busca reformulada e agentes autônomos

O novo campo de busca foi projetado para aceitar consultas mais longas e conversacionais, refletindo a forma como os usuários se comunicam com assistentes virtuais como o Gemini e o ChatGPT. Os usuários poderão criar “agentes” que realizam pesquisas e monitoram tópicos de interesse de forma independente.

Essa funcionalidade é especialmente útil para tarefas que exigem acompanhamento contínuo, como a busca por apartamentos ou lançamentos de produtos.

Por exemplo, um usuário pode solicitar que o Google o mantenha informado sobre colaborações de seus atletas favoritos com marcas de tênis. Além disso, o buscador irá gerar recursos visuais personalizados e miniaplicativos em resposta a solicitações específicas, como um rastreador de atividades físicas que considera a localização e dados meteorológicos.

Avanços no assistente Gemini

Desde o lançamento do Gemini, o Google tem enfrentado desafios para diferenciá-lo de seu mecanismo de busca principal. O novo modo do assistente é capaz de executar tarefas em segundo plano, como monitorar extratos de cartão de crédito e e-mails em busca de atualizações importantes.

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Ele também pode compilar informações de aplicativos como Google Docs e Gmail, com a promessa de que mais aplicativos de terceiros serão integrados no futuro.

Outra novidade é a adição do Spark ao aplicativo Gemini para Mac, permitindo que ele trabalhe com arquivos locais. Os usuários poderão monitorar o agente a partir de seus smartphones, mesmo quando o laptop estiver fechado. Essa ênfase em recursos autônomos reflete uma resposta às inovações que têm chamado a atenção no Vale do Silício.

Desafios e perspectivas

O Google tem investido em agentes de IA há anos, mas a adoção em larga escala ainda enfrenta obstáculos, principalmente devido à confiabilidade da tecnologia. Tulsee Doshi, diretora sênior de gerenciamento de produtos do Google DeepMind, destacou que os modelos atuais ainda não são suficientemente confiáveis, o que gera incertezas sobre suas capacidades.

A empresa busca desenvolver uma inteligência artificial geral, um estágio em que a tecnologia se igualaria à inteligência humana em diversas áreas. No entanto, especialistas apontam que a IA precisa aprimorar sua capacidade de autoatualização antes que esse objetivo se torne viável.

O DeepMind, considerado um ativo valioso na estratégia de IA do Google, continua a ser um diferencial em um mercado competitivo.

Mercado de IA e preocupações sociais

Embora o Google tenha uma presença significativa no mercado de IA, concorrentes como Anthropic e OpenAI estão à frente em algumas áreas, especialmente em produtos voltados para empresas. Dados recentes mostram que o Google detinha apenas 4,5% do mercado de assinaturas pagas de IA corporativa nos EUA, enquanto a OpenAI tinha 32,3%.

Além disso, a crescente adoção da IA levanta preocupações sobre o futuro do emprego e a segurança. Segundo o Pew Research Center, metade dos adultos nos EUA expressa mais preocupação do que entusiasmo em relação ao aumento do uso da IA. Apesar disso, o Google continua a investir pesadamente nessa tecnologia, com expectativas de gastos entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões em infraestrutura e chips de IA em 2026.

A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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