Gleisi Hoffman Alerta: “Inimigo Dentro de Casa” Revela Crise no Governo Após Rejeições no Senado

Gleisi Hoffman Alerta para ‘Inimigo Dentro de Casa’ Após Rejeições no Senado
Em entrevista à GloboNews, na segunda-feira (4 de maio de 2026), a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, expressou sua preocupação com a situação política, especialmente após as recentes derrotas do governo no Senado Federal.
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A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal – um evento sem precedentes desde 1894 – e a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, que beneficia os envolvidos no 8 de Janeiro, geraram críticas. Hoffman ressaltou que, até então, havia uma aliança de governabilidade no Congresso, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, atuando de forma correta na maioria das tramitações.
Análise da Situação Política
A ex-ministra utilizou a expressão “inimigo dentro de casa” para descrever a situação, indicando a necessidade de um levantamento interno para identificar os apoios e possíveis deserções que contribuíram para a rejeição de Messias. O Partido Socialista Brasileiro (PSB), partido da base do governo e da mesma legenda do ex-presidente do Senado (MG), figura como um ponto de atenção, devido ao apoio inicial dado à vaga no Supremo.
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A situação também envolve o presidente da Câmara, Rodrigo Pacheco, considerado um potencial candidato do PT em Minas Gerais para as eleições de 2026.
Disputa Eleitoral e Prioridades do Governo
Gleisi Hoffman argumentou que o governo está entrando em uma disputa eleitoral e que é fundamental definir seu campo de batalha. Ela enfatizou que não se pode ter um “inimigo dentro de casa”, ressaltando a importância de disputar um projeto de país.
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A ex-ministra declarou não ter conversado com o presidente Lula sobre o tema, justificando que não está no governo nem é líder do mesmo. Ela condicionou qualquer posicionamento do governo à consideração de aliados que estarão com ele nas eleições.
Retaliação e Negociações
Em conversas reservadas, integrantes do governo discutiram medidas de retaliação contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. No entanto, o plano ainda não foi concretizado, dependendo do aval de Lula, que prioriza pautas econômicas e espera que a temperatura política se acalme.
Alcolumbre possui influência sobre a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6 X 1 na Câmara, que deve ser votada em plenário em maio, e também sobre a PEC da Segurança Pública, que aguarda despacho do presidente da Casa para ser enviada à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Além disso, o governo enfrenta a necessidade de aprovar 27 indicações para cargos reguladores, como Banco Central, Cade, CVM, Anvisa, Anatel, Aneel e ANS.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



