Giovanna Marssola compara potencial pandêmico do ebola e Covid-19 em análise detalhada

Especialista analisa o potencial pandêmico do ebola em comparação à Covid-19
A infectologista Giovanna Marssola, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, comentou em entrevista à CNN Brasil que o potencial pandêmico do ebola é diferente do que foi observado na Covid-19. Ela destacou que as características de transmissão do ebola tornam o controle epidemiológico mais viável em comparação ao que ocorreu durante a pandemia de coronavírus.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Marssola explicou que uma das principais diferenças entre o ebola e a Covid-19 é a forma de transmissão. “O ebola não tem uma transmissão respiratória como o coronavírus”, afirmou a especialista. “A transmissão do ebola ocorre por contato com fluidos de um indivíduo infectado”, como vômito e sangue.
Essa característica reduz significativamente o risco de contaminação em ambientes como aviões, onde a troca de ar limitada favorecia a propagação do coronavírus.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Rastreamento e isolamento de casos
Outro ponto importante destacado por Marssola é que, no caso do ebola, o paciente só começa a transmitir a doença quando apresenta sintomas, diferentemente do que ocorria com a Covid-19. “Os pacientes com Covid transmitiam a doença antes de iniciar os sintomas, durante o período de incubação.
Já no ebola não é assim”, explicou. Essa particularidade permite que as autoridades de saúde consigam rastrear e isolar os casos com mais rapidez, diminuindo o risco de transmissão encadeada.
Leia também
A especialista enfatizou que todos os casos suspeitos devem ser notificados à Vigilância Epidemiológica. “Todo caso suspeito deve ser prontamente notificado para que todas as medidas sejam implementadas de maneira eficaz”, disse. Em São Paulo, os casos suspeitos são encaminhados ao Instituto Emílio Ribas, que está preparado para recebê-los, minimizando os riscos de transmissão, inclusive para os profissionais de saúde.
Exames e investigações de outras doenças
Os exames coletados no Instituto Emílio Ribas são enviados ao Instituto Adolfo Lutz para confirmação do diagnóstico, um processo que pode levar alguns dias. Enquanto isso, outras doenças também são investigadas, já que sintomas como febre e dor de cabeça podem indicar condições distintas. “Várias outras doenças causam febre e dor de cabeça.
Então, enquanto o exame de ebola não sai, outras doenças são investigadas. Malária é uma delas”, destacou Marssola.
Medidas de prevenção
Em relação à prevenção, a especialista recomendou que a principal medida é evitar o contato com casos suspeitos e, sempre que possível, não frequentar regiões onde a doença está ativa. Segundo Marssola, os casos suspeitos estão concentrados na República Democrática do Congo e em Uganda, país que faz fronteira com o Congo. “Não temos ainda relato de transmissão em outras áreas”, afirmou.
No Brasil, o caso investigado na época da entrevista era o de um paciente sem confirmação, que teria sido adquirido fora do território nacional.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



