Técnicas brasileiras inovadoras na reconstrução peniana melhoram saúde mental de homens cis e trans

Técnicas Brasileiras de Reconstrução Peniana e Saúde Mental
Novas abordagens brasileiras para a reconstrução peniana têm atendido a necessidades que impactam diretamente a saúde mental de homens cis e transgêneros. Um estudo apresentado no Congresso da American Urological Association (AUA), realizado em Washington neste mês, revelou resultados positivos em pelo menos 14 pacientes que se submeteram aos procedimentos.
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Uma das técnicas inovadoras é voltada para homens cisgêneros e é chamada de TCM (Mobilização Total dos Corpos Cavernosos). De acordo com Ubirajara Barroso Jr., urologista da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e professor da pós-graduação da Escola Bahiana de Medicina, esse procedimento é destinado a pessoas que perderam o pênis devido a traumas ou câncer. “Nas técnicas convencionais, são liberados os ligamentos que fazem com que o pênis seja embutido”, explica o especialista.
Vantagens da Nova Técnica
O método tradicional apresenta limitações no aumento da extensão do órgão, uma vez que quase metade dele está fixada nos ossos da região pubiana. A nova técnica, por sua vez, propõe a liberação total do corpo cavernoso que está preso ao osso, permitindo um ganho significativo em extensão.
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A recuperação desse procedimento é geralmente rápida e sem complicações, com os pacientes permanecendo no hospital de três a quatro dias, sem necessidade de internação na UTI. Até o momento, não houve casos que exigissem reposição de sangue durante as cirurgias.
Após a operação, os pacientes costumam retornar para casa com dor controlável e já podem andar no primeiro dia do pós-operatório. A prática de atividades físicas é liberada após um mês, enquanto relações sexuais podem ser retomadas em dois a três meses.
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Metoidioplastia para Homens Trans
Para homens trans, o procedimento indicado é a metoidioplastia, que utiliza o próprio órgão genital do homem trans, por meio da hipertrofia do clitóris, para criar um falo que pode possibilitar a penetração durante o sexo. “O resultado depende do tamanho inicial do órgão, mas esse procedimento oferece o maior ganho possível em comparação a outras técnicas”, afirma Barroso.
Impacto na Saúde Mental
Esses procedimentos são fundamentais para a saúde mental dos pacientes, pois são realizados apenas em casos onde não há mais funcionalidade do órgão genital. “Os pacientes passam de uma situação de vergonha ao se despirem na frente de seus parceiros para uma condição em que podem ter relações sexuais.
O índice de satisfação é muito alto”, destaca o urologista.
Barroso também mencionou que pelo menos dois de seus pacientes, que sofreram amputação peniana traumática, conseguiram retomar uma vida sexual ativa após o procedimento. Ele ressalta que a cirurgia não é indicada para aqueles que buscam apenas aumentar o tamanho do pênis. “Não é uma cirurgia estética, mas funcional, voltada para tratar pacientes com micropênis, pênis amputados ou genitálias de homens trans”, conclui o médico.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



