Ginseng de Querência do Norte conquista Indicação Geográfica e marca história no Paraná

Ginseng de Querência do Norte conquista Indicação Geográfica, destacando-se como o primeiro ginseng brasileiro certificado e abrindo portas para o mercado

07/05/2026 15:21

2 min

Ginseng de Querência do Norte conquista Indicação Geográfica e marca história no Paraná
(Imagem de reprodução da internet).

Ginseng de Querência do Norte conquista Indicação Geográfica

O ginseng cultivado em Querência do Norte, localizado no extremo noroeste do Paraná, obteve o registro de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Denominação de Origem, com o suporte do Sebrae. O reconhecimento foi concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e marca a certificação do primeiro ginseng brasileiro, além de ser o 25º produto paranaense a receber essa distinção, que valida a conexão entre qualidade, território e saber-fazer local.

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Para Misael Jefferson Nobre, presidente da Associação de Pequenos Agricultores de Ginseng de Querência do Norte (Aspag), essa conquista é um marco histórico. “Sem o Sebrae, talvez não teríamos conseguido esse reconhecimento. Recebemos apoio técnico, articulação e incentivo desde o início do processo”, afirmou.

Ele também ressaltou que a IG atende a uma demanda antiga do mercado internacional, já que a associação exporta para países como China, França e Japão, onde muitos clientes buscavam um reconhecimento diferenciado.

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Com a Indicação Geográfica, a expectativa é aumentar a visibilidade e as oportunidades de negócios. Nobre destacou que o ginseng da região possui características semelhantes ao ginseng asiático, sendo reconhecido por compradores internacionais. “Nosso objetivo é oferecer ao consumidor brasileiro um ginseng puro, orgânico e de alto padrão, enquanto expandimos nossa presença global”, concluiu.

Importância das Indicações Geográficas

Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae, enfatizou que as indicações geográficas são ferramentas estratégicas para o desenvolvimento. “A IG agrega valor ao produto, protege a identidade territorial e amplia o acesso a mercados mais exigentes, especialmente no cenário internacional”, destacou.

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A produção de ginseng está intimamente ligada ao modo de vida da comunidade tradicional dos ilhéus do Rio Paraná, que habitam as ilhas fluviais da região. A Aspag reúne agricultores de assentamentos da reforma agrária e dessas comunidades, formando uma cadeia produtiva fundamentada na tradição e na organização coletiva.

Com a IG, a expectativa é aumentar as exportações e também avançar no mercado interno, que atualmente apresenta um consumo de ginseng no Brasil ainda limitado e marcado pela presença de produtos mistos de qualidade inferior.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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