Óleo de Soja deve dominar mercado em 2026, aponta consultoria Argus; entenda os motivos!

Em 2026, o óleo de soja deve dominar o mercado na América Latina, com 74% de participação. Descubra como a guerra e a demanda impactam essa tendência!

07/05/2026 14:06

3 min

Óleo de Soja deve dominar mercado em 2026, aponta consultoria Argus; entenda os motivos!
(Imagem de reprodução da internet).

Predomínio do Óleo de Soja em 2026

No contexto do complexo soja, as transações na América Latina, especialmente no Brasil, devem ser dominadas pelo óleo da oleaginosa como a principal matéria-prima em 2026. Essa previsão é da consultoria Argus, que, nesta quarta-feira (6), projetou uma participação de mercado de 74% para o produto no próximo ano.

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Um fator que contribuirá para o aumento do derivado é o crescimento das misturas de biocombustíveis, o que resultará em uma elevação da produção de soja no país.

Esse crescimento é moderado, com um acréscimo de quatro pontos percentuais, passando de 70% em 2025 para 74% em 2026. O cenário de valorização está diretamente ligado ao preço competitivo do óleo brasileiro e a uma mudança nas regulamentações de países que priorizarão o uso do óleo em suas misturas, visando reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

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Além disso, o mercado de biodiesel deverá se tornar ainda mais dependente do óleo de soja nos próximos anos, tanto no Brasil quanto em outras nações produtoras, conforme prevê a consultoria.

Impactos da Guerra e Demandas do Mercado

A crescente demanda por óleo de soja no mercado de biodiesel tem sido impulsionada desde o início do conflito entre Rússia e Ucrânia, com os preços subindo de R$ 2,5 mil para mais de R$ 6 mil por tonelada. A guerra no Oriente Médio também ressaltou a necessidade de reavaliar as negociações na cadeia de soja, influenciando decisões estratégicas sobre o abastecimento do mercado interno e as exportações.

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O óleo de soja, sendo uma matéria-prima essencial para o biodiesel, viu seus preços dispararem nas bolsas internacionais, como explica a analista da Argus, Nathalia Gianetti.

Entre os fatores que influenciam a precificação dos óleos e a predominância dessa matéria-prima, além dos conflitos, estão as dinâmicas de mercado. Países como Indonésia e Malásia estão aumentando a demanda por óleo de palma, que é considerado um “grande motor dos óleos vegetais”, segundo a análise da Argus.

Por outro lado, os Estados Unidos estão priorizando o consumo interno de óleos devido aos níveis recordes de mistura de biocombustíveis, o que sustenta a alta demanda por esse tipo de matéria-prima. Outro óleo vegetal que vem ganhando destaque no território americano é o de canola, que começa a competir com outras matérias-primas e a conquistar uma fatia crescente do mercado.

Descompasso na Cadeia de Processamento

A recente alta nos preços da soja tem revelado um descompasso significativo na cadeia de processamento da oleaginosa, conforme aponta Thaís Sousa, gerente de desenvolvimento de negócios na Argus. Enquanto o custo do grão subiu de maneira mais consistente nos últimos meses, os preços do farelo e do óleo — seus principais derivados — começaram a reagir com mais intensidade apenas a partir de fevereiro deste ano. “Esse desalinhamento pressiona as margens da indústria, que precisa equilibrar a relação entre matéria-prima e produtos finais”, afirmou Sousa.

Na prática, essa situação levanta uma questão central para o setor: quem realmente absorve o aumento do custo do grão? A resposta está na dinâmica entre farelo e óleo, cujos preços e demandas influenciam a rentabilidade do esmagamento, segundo a Argus.

Assim, a tendência é que a indústria ajuste suas estratégias de comercialização e processamento, buscando recompor margens e manter a atratividade do negócio em um cenário de constantes mudanças.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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