Gilmar Mendes e Fachin trocam farpas sobre processos parados no STF

Gilmar acusou o presidente do Supremo de paralisar processos importantes e comparou a prática ao “filibuster”; Fachin rebateu.

2 min

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Tensão no STF: Gilmar Mendes e Edson Fachin Discutem Prioridades Judiciais

Uma troca de farpas entre o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, e o presidente do STF, Edson Fachin, ocorreu durante um intervalo na sessão plenária da corte na quinta-feira, 14 de maio de 2026. A discussão, que se concentrou no andamento de diversas ações, revelou tensões internas e divergências sobre a priorização de temas importantes para o tribunal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gilmar Mendes questionou o presidente Fachin sobre o adiamento de quatro processos, argumentando que a falta de decisões em casos relevantes estava se tornando uma característica marcante da gestão de Fachin. Em tom crítico, o ministro declarou: “Caro Fachin, impressiona o número de processos importantes paralisados por sua iniciativa. É o filibuster aplicado ao STF”, utilizando a analogia com a tática de prolongar debates no Senado americano.

A discussão se aprofundou com Gilmar expressando preocupação com a demora em incluir na pauta de julgamentos ações de grande impacto, como a exploração mineral em terras indígenas do povo Cinta Larga, o caso Ferrogrão, questões da Justiça do Trabalho e uma revisão de regras sobre o tema.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fachin respondeu que a visão de Gilmar era equivocada e que ele buscava, em conjunto com os demais ministros, definir a agenda das sessões plenárias.

O conflito entre os dois líderes do STF se intensificou após declarações de Fachin à imprensa, em que ele reafirmou sua intenção de debater um código de ética para os ministros em 2026. Gilmar se opõe a essa discussão em ano eleitoral, considerando que, durante os “ataques” ao tribunal, o tema não deveria ser abordado.

Fachin, por sua vez, defende a importância do código de ética como um dos pilares da sua gestão, buscando um consenso entre os colegas sobre o momento e os órgãos responsáveis pela aplicação de sanções.

A composição dos julgamentos também foi um ponto de divergência. Fachin ressaltou sua busca por ouvir os demais ministros para definir a pauta dos julgamentos físicos, enquanto os ministros relatores do plenário virtual possuem maior autonomia para encaminhar seus processos.

Leia também

Já foram suspensos julgamentos sobre a sucessão para o STF e a questão da lei que reduziu as penas dos condenados pelo 8 de Janeiro, aguardando posicionamento de outros ministros para serem pautados.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!