Galípolo diz que falta de pessoal obriga o Banco Central a escolher o que fiscalizar

Em audiência no Senado, o presidente do BC afirmou que, sem servidores suficientes, a autoridade monetária terá de priorizar a fiscalização com base em gestão de risco.

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Foto: Reprodução

BC Aponta Falta de Recursos Humanos como Limitação na Fiscalização

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, alertou na terça-feira, 19 de maio de 2026, para a escassez de pessoal no órgão. Em uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Galípolo criticou a carência de funcionários, argumentando que o BC terá que priorizar suas ações devido às limitações estruturais existentes.

A declaração revelou uma situação delicada para a autoridade monetária, que enfrenta dificuldades em cobrir todas as áreas de atuação.

Em tom direto, o presidente do BC afirmou: “Vou ser talvez mais franco do que eu devia: o que vai começar a acontecer é que o Banco Central, ciente que o cobertor é curto, vai ter que escolher o que a gente cobre. A gente vai ter que começar a fazer uma gestão de risco.

Não há pessoal para tudo”. A declaração enfatiza a necessidade de uma gestão de riscos mais focada, devido à falta de recursos humanos disponíveis para a fiscalização.

Comparativo com Outros Bancos Centrais

Galípolo utilizou uma comparação internacional para ilustrar a situação. Ele destacou que, enquanto o Banco Central Europeu tem de 20 a 30 funcionários para supervisionar cada instituição, no Brasil um único servidor fiscaliza duas ou três.

Essa disparidade na quantidade de recursos humanos impacta diretamente a capacidade de atuação do Banco Central brasileiro.

Audiência e Proposta de Autonomia Orçamentária

A audiência pública ocorreu em meio às investigações envolvendo o Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central. Os senadores buscaram informações sobre a atuação do BC e os efeitos da liquidação no sistema financeiro. A decisão do BC de impedir a compra de parte da instituição pelo Banco de Brasília em setembro de 2025, devido a problemas identificados, também foi tema de discussão.

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A liquidação do Banco Master, que estava envolvido em negociações com o BRB, gerou debates sobre a atuação da autoridade monetária.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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