Galípolo defende autonomia do Banco Central no Senado e rebate críticas sobre o caso Master

Presidente do BC diz na CAE que a instituição resistiu a pressões políticas na tentativa de venda do Master ao BRB

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Foto: Reprodução
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Banco Central defende autonomia e reage a questionamentos no Senado

Em uma sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, na terça-feira (19), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu a aprovação urgente de um projeto de lei que garante a autonomia da instituição. Durante o debate, marcado por interrupções e discussões, Galípolo ressaltou que o Banco Central resistiu a pressões políticas que visavam à venda do banco Master ao BRB.

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O presidente do BC afirmou que, no momento em que a instituição estava impedindo a aquisição do banco Master pelo BRB, houve um projeto de lei no Congresso solicitando sua demissão. “O Banco Central resistiu à pressão política”, declarou, enfatizando que a instituição toma decisões independentes, sem se deixar influenciar por interesses políticos.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), presidente da Comissão, questionou a falta de transparência na resposta de Galípolo. Ele criticou a ausência de uma reação pública clara em relação à situação, argumentando que essa falta de comunicação foi “gravíssima” e prejudicou a delimitação da independência do Banco Central.

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Galípolo rebateu, afirmando que “o Banco Central não é palanque, toma decisão correta independentemente de quem está jogando pedra e fazendo barulho”. Ele também ressaltou que a função do Banco Central não é criar conteúdo para redes sociais, como o TikTok ou Instagram.

O presidente do BC também abordou o impacto da operação Master, argumentando que o banco não representa um “risco sistêmico” para o sistema financeiro nacional. Ele estimou que o risco é inferior a 0,5% do patrimônio total do sistema. No entanto, expressou preocupação com a utilização dos recursos movimentados pela instituição, questionando o que foi feito com o dinheiro.

As declarações de Galípolo ocorrem em um contexto de investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Revelações recentes indicam que Vorcaro manteve contato com Flávio para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a vida de Jair Bolsonaro, e que o senador solicitou recursos e pressionou pela liberação de pagamentos relacionados ao projeto audiovisual, que totalizaram R$ 61 milhões.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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