Fuzileiro naval dos EUA é preso no Japão suspeito de matar mulher em hotel

Primeira-ministra do Japão classifica crime como “extremamente brutal” e cobra cooperação dos EUA nas investigações.

04/10/2026 10:38

3 min

Bandeiras dos EUA e do Japão na Casa Branca, em Washington
Bandeiras dos EUA e do Japão na Casa Branca, em Washington

Um fuzileiro naval dos Estados Unidos foi preso no Japão neste domingo (4) sob suspeita de homicídio e roubo. O caso ocorre após o corpo de uma mulher de 39 anos ser encontrado em um quarto de hotel na cidade de Naha, na ilha de Okinawa. A morte foi constatada ainda na madrugada de sábado (3), segundo informações da polícia local.

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A primeira – ministra do Japão, Sanae Takaichi, classificou o suposto crime como “extremamente brutal e hediondo” e afirmou ter protestado veementemente junto ao governo americano. Em uma publicação na rede social X, ela exigiu a máxima cooperação nas investigações, disciplina rigorosa entre os militares dos EUA e medidas para evitar a reincidência de crimes e acidentes.

Detalhes da investigação e da prisão

A polícia de Okinawa informou à CNN que, pelas condições em que o corpo foi encontrado, a mulher aparentava ter sido vítima de homicídio. Mais detalhes sobre a causa da morte, no entanto, não foram divulgados. O fuzileiro naval preso tem 20 anos e estava lotado na Base Aérea de Futenma, também localizada na ilha.

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Imagens de câmeras de segurança teriam mostrado um homem — que a polícia acredita ser estrangeiro e de cabeça raspada — entrando no quarto de hotel com a vítima. Mais tarde, ele teria deixado o prédio carregando os pertences da mulher. O militar foi preso por volta da 1h (horário local) de domingo, menos de 24 horas após o corpo ser descoberto, enquanto caminhava pela cidade.

A corporação informou que as investigações seguem em andamento.

Reação das autoridades americanas

Em nota, o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA expressou condolências à família da vítima. O comunicado afirma que a corporação encara as acusações “com muita seriedade e espera que todo fuzileiro naval siga os mais altos padrões de conduta”. O texto ainda diz que os militares estão “cooperando ativamente com as autoridades japonesas em relação às acusações de atos criminosos graves envolvendo um fuzileiro naval integrante da III Força Expedicionária de Fuzileiros Navais”.

A embaixada dos Estados Unidos também se manifestou na rede social X, informando estar “ciente de que um militar dos EUA está sob custódia após a morte de uma cidadã japonesa em Okinawa”. A representação diplomática acrescentou que mantém contato e coopera com o governo japonês e as autoridades locais, já que “uma investigação está em andamento para apurar os fatos do caso”.

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Tensão histórica em Okinawa

Okinawa tem uma importância estratégica para a presença militar dos EUA na Ásia, mas a relação com a população local é marcada por tensão. As tropas americanas estacionadas na ilha provocam, com frequência, ressentimento e revolta entre os moradores.

Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu em 1995, quando o estupro de uma menina de 12 anos por três militares americanos desencadeou uma onda de indignação e protestos em massa na região.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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