Fundos imobiliários dão acesso a shoppings e galpões, mas cota pode render lucro ou prejuízo

Regulados pela CVM e negociados na B3, os FIIs repassam aluguéis e juros aos cotistas, enquanto a gestão profissional escolhe os ativos e cuida dos imóveis.

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Serviço reúne recursos de diferentes pessoas para aplicar em empreendimentos, imóveis ou títulos relacionados ao setor imobiliário | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Serviço reúne recursos de diferentes pessoas para aplicar em emp...
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Fundos de investimento imobiliário (FIIs) permitem que o investidor participe do mercado de imóveis comprando cotas, sem precisar adquirir uma casa, um apartamento ou uma sala comercial. O preço de cada cota depende do fundo e da negociação na bolsa.

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Na prática, o fundo reúne dinheiro de muitas pessoas e aplica esses recursos em empreendimentos, imóveis ou títulos ligados ao setor. Uma equipe de gestão profissional administra a carteira seguindo a política definida no regulamento, e os cotistas recebem sua parte dos resultados segundo as regras do fundo.

Como o dinheiro dos cotistas chega aos imóveis

Os FIIs podem aplicar em shopping centers, galpões logísticos, edifícios comerciais e títulos de crédito imobiliário. Essa diversidade dá acesso a segmentos diferentes do mercado, algo que a compra direta de um imóvel dificilmente proporciona.

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O processo costuma seguir cinco etapas. Primeiro, o fundo emite cotas para captar dinheiro. Depois, os recursos são destinados a imóveis, títulos ou outros ativos previstos na política de investimento. A gestão seleciona e acompanha esses ativos, e o fundo pode receber aluguéis, juros, receitas de operações imobiliárias ou lucros com a venda de bens.

Por fim, os rendimentos distribuíveis são repassados aos cotistas conforme as regras aplicáveis. Quem vende as cotas também pode ter lucro ou prejuízo, já que o preço varia. O cotista, porém, não escolhe inquilinos nem administra a propriedade, pois essas decisões cabem à gestão.

O Portal do Investidor, mantido pelo governo federal, explica que os FIIs podem investir tanto em imóveis e direitos a eles ligados quanto em títulos e valores mobiliários do setor.

Os FIIs são regulamentados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e, em geral, têm cotas negociadas na B3, a bolsa brasileira. Isso permite comprar e vender cotas no mercado secundário, conforme a oferta e a procura.

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Fundos de tijolo, de papel, híbridos e de fundos

Os fundos de tijolo investem diretamente em imóveis ou empreendimentos, e a receita costuma vir de locação ou arrendamentos. Shoppings, galpões logísticos, hospitais e edifícios comerciais são exemplos. Eles podem sofrer com vacância, inadimplência de locatários e custos de manutenção.

Já os fundos de papel aplicam principalmente em certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e outros títulos do setor. Nesse caso, o resultado depende das condições desses títulos, dos pagamentos dos devedores e dos riscos da carteira. Os fundos híbridos misturam imóveis e títulos imobiliários, enquanto os fundos de fundos (FoFs) compram cotas de outros FIIs.

Essas combinações podem ampliar a exposição, mas não significam diversificação automática nem ausência de risco. Por isso, vale analisar a composição real de cada carteira antes de investir.

Rendimentos mensais não são garantidos e ganho na venda tem alíquota de 20%

Os retornos de um FII podem vir de duas frentes: a distribuição de rendimentos e a valorização das cotas. Na segunda, o ganho aparece quando o investidor vende por preço superior ao de compra, descontados custos e tributos.

A maioria dos FIIs listados paga rendimentos mensalmente, mas a frequência e os valores variam conforme o fundo. A legislação prevê a distribuição de, no mínimo, 95% dos lucros apurados pelo regime de caixa, com base em balanço ou balancete semestral.

Ainda assim, nada garante um valor fixo todo mês.

Para pessoas físicas, os rendimentos de FIIs negociados em bolsa podem ser isentos de Imposto de Renda, desde que os requisitos legais sejam cumpridos. A isenção não vale automaticamente para qualquer fundo ou investidor. Já o ganho na venda de cotas está, em regra, sujeito à alíquota de 20%.

Como comprar cotas pelo Inter e quais riscos observar

O Inter oferece informações sobre FIIs e orientações para investir por meio da plataforma. A compra pode ser feita pelo Super App e pelo Home Broker, ambiente usado para negociar ativos na bolsa. Antes de enviar a ordem, o investidor precisa definir seus objetivos financeiros, conhecer seu perfil e pesquisar os fundos, consultando estratégia, ativos, gestão, custos e documentos oficiais.

Depois, vale checar indicadores como liquidez, vacância, concentração, endividamento e histórico de distribuição, quando aplicáveis. No Inter, a área de renda variável e o Home Broker ficam disponíveis conforme as opções de cada cliente. Em seguida, escolhe-se o código do FII, a quantidade de cotas e o valor da ordem, e tudo deve ser revisado antes da confirmação.

Como a negociação depende de compradores e vendedores, o preço final pode fugir da última cotação consultada. Também é recomendável ler o regulamento, os relatórios periódicos e os comunicados do fundo.

Os fundos imobiliários não são renda fixa e não oferecem retorno garantido. O preço das cotas pode cair, os rendimentos oscilam e o investidor pode perder parte do capital. Os riscos principais incluem vacância, inadimplência, oscilações de mercado ligadas a juros e inflação, risco de crédito nos fundos de papel, baixa liquidez, concentração em um único imóvel ou emissor e falhas de gestão.

Para avaliar um fundo, o investidor pode olhar o histórico de rendimentos, o patrimônio líquido, a liquidez das cotas, a qualidade dos ativos e a experiência da gestão. Indicadores como dividend yield e preço sobre valor patrimonial ajudam, mas não devem ser usados isoladamente.

Cotas de FIIs também não contam com proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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