Frei Zanatta revela sabedoria ancestral em novo livro sobre plantas medicinais! Descubra 53 espécies e seus usos para a saúde. Um legado de cura e agroecologia
O aroma de um chá recém-preparado se mistura com o perfume intenso de folhas colhidas no quintal, evocando um conhecimento milenar: o uso das plantas para a saúde. Em diversas comunidades do campo e da cidade, essa prática ancestral é valorizada, e o frei capuchinho Frei Zanatta reuniu essa sabedoria em um livro abrangente, que apresenta 53 espécies medicinais e suas aplicações no cuidado diário.
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A obra nasceu da convivência direta com comunidades, agricultores familiares, povos originários e grupos populares que preservam a tradição do uso de chás, xaropes, tinturas e preparações caseiras. Ao longo de cerca de 120 páginas, ricamente ilustradas, o livro oferece conhecimento tradicional sobre as 53 espécies medicinais, utilizando fotografias reais para facilitar a identificação, além de apresentar sugestões de modos de uso, reforçando o vínculo entre a agroecologia, o cuidado comunitário e as práticas de saúde.
Frei Zanatta tem dedicado mais de duas décadas a promover cursos e formações sobre fitoterapia em diferentes regiões do Brasil. Ele sempre articulou o conhecimento popular com estudos sobre as propriedades das plantas, sem jamais negligenciar a importância dos laços comunitários e do trabalho coletivo.
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O livro não é apenas um manual de ervas, mas sim um testemunho da dedicação de um homem em preservar e disseminar um legado de sabedoria.
A nova edição do livro possui um significado especial, dedicada ao amigo e companheiro de caminhada, Frei Sérgio Görgen, referência das lutas populares no campo brasileiro e dirigente do Instituto Confederação dos Produtores Rurais (ICPJ), falecido recentemente.
As palavras do frei Sérgio, publicadas nas “orelhas” da obra, destacam o incansável trabalho de Frei Zanatta na coleta, sistematização e divulgação de informações sobre plantas medicinais.
O livro dialoga com iniciativas que ganham força no Brasil, como hortas comunitárias, projetos de plantas medicinais e as chamadas farmácias vivas, que buscam integrar esses saberes às práticas integrativas e complementares. As farmácias vivas são espaços comunitários ou institucionais que cultivam, processam e distribuem plantas medicinais para uso terapêutico, integrando o conhecimento tradicional ao sistema público de saúde.
Diversos municípios brasileiros desenvolvem experiências desse tipo, muitas delas vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A publicação traz imagens reais para auxiliar na identificação das plantas, acompanhadas de orientações e indicações em linguagem simples, facilitando o entendimento. O livro reafirma um princípio antigo: cuidar da saúde também significa cuidar da terra, da biodiversidade e dos saberes do povo.
Uma prática milenar, que deve ser respeitada e propagada, como ressalta o engenheiro florestal Marcelo Bernal, que assina a apresentação do livro.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.