Foerster previu em 1960 o fim da humanidade em 2026; o que os números do IBGE dizem sobre a tese

Levantamento do IBGE mostra queda de 5,8% nos nascimentos entre 2023 e 2024, o oposto da superpopulação que embasava a tese publicada na revista “Science”.

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Ilustração de um fim do mundo provocado por uma superpopulação | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Ilustração de um fim do mundo provocado por uma superpopulação |...
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Uma previsão feita há mais de 60 anos apontava o fim da espécie humana para 13 de novembro de 2026, uma sexta-feira. O físico Heinz von Foerster, da Universidade de Illinois, atribuía o cenário à superpopulação do planeta. Os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), porém, mostram o movimento inverso no Brasil, com queda relevante nas taxas de natalidade.

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A tese de Foerster foi publicada em 1960 na revista “Science”. Ela partia do pressuposto de que a natalidade fugiria do controle, provocando crescimento populacional excessivo e, em consequência, a extinção por superlotação.

Teoria do apocalipse frente aos números atuais

A profecia integra uma longa lista de previsões de fim do mundo que circularam na era moderna, entre elas a associada a 2012, que chegou a inspirar um filme. A chance de a previsão de 2026 se confirmar, no entanto, esbarra em informações recentes que vão na direção oposta.

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Os indicadores de nascimentos mais recentes contrariam de forma direta a perspectiva de Foerster. Em 2025, um levantamento do IBGE registrou redução no número de nascimentos no país entre 2023 e 2024.

Nascimentos caem 5,8% em um ano

A pesquisa “Estatísticas do Registro Civil 2024” contabilizou 2.442.726 nascimentos em cartórios brasileiros. Desse total, 2.376.901 registros são de crianças nascidas no próprio ano e registradas até o primeiro trimestre de 2025.

Na comparação com 2023, quando foram registrados 2.523.267 nascimentos, o resultado de 2024 representa queda de 5,8%. Na prática, são 146.366 nascimentos a menos, uma diminuição que chama atenção pela dimensão.

Efeitos econômicos e a visão da OCDE

A redução tem despertado preocupação entre economistas. Com menos nascimentos, a população envelhece e a força de trabalho encolhe, o que pode pressionar a inflação e alterar hábitos de consumo. Os gastos com programas voltados à população idosa também tendem a crescer.

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A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) segue na mesma linha. Segundo a entidade, a queda nas taxas de natalidade deve remodelar, de forma duradoura, a estrutura demográfica das principais economias do mundo ao longo da próxima década.

Há ainda projeções de que 2064 possa ser o primeiro ano da história moderna em que a taxa de mortalidade global ultrapasse a de natalidade.

A Redação Variedades reúne a cobertura do Clique Fatos sobre horóscopo, comportamento e curiosidades. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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