Flávio Bolsonaro diz que sítio de Atibaia voltou ao noticiário policial

Flávio Bolsonaro acusa Lula de proteger Lulinha nas investigações da CPMI do INSS e cita o Sítio de Atibaia.

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Foto: Reprodução

Senador alerta para retorno de Atibaia ao noticiário policial

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comentou publicamente no domingo, 8 de março de 2026, sobre o ressurgimento do caso do Sítio de Atibaia na esfera policial. O pré-candidato à Presidência da República afirmou que o presidente Lula (PT) estaria buscando proteger seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, em meio às investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A situação reacendeu questionamentos sobre a propriedade.

O senador mencionou o Sítio de Atibaia, frequentemente associado à família do presidente, e declarou que ele voltou a ser notícia policial. A declaração foi feita através de um vídeo produzido com auxílio de Inteligência Artificial (IA) e publicado no Instagram.

O vídeo descreve Atibaia como um novo “epicentro da corrupção”, com o presidente Lula supostamente buscando impedir que a investigação se aprofunde na situação de seu filho.

Detalhes da investigação financeira de Lulinha

A quebra do sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, revelou movimentações financeiras significativas entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026. Dados obtidos pela CPMI do INSS indicam uma investigação sobre possíveis fraudes previdenciárias e o envolvimento de Lulinha com o esquema conhecido como “Farra do INSS”, liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

As investigações revelaram transferências de R$ 19,5 milhões para Lulinha, abrangendo o período de janeiro de 2022 a janeiro de 2026. Uma parte dessas transferências, R$ 704.000, foi direcionada para Jonas Leite Suassuna Filho, proprietário do sítio em Atibaia que foi frequentado pelo presidente Lula.

Outras transações, somando R$ 750.000, foram enviadas para Kalil Bittar, irmão de Fernando Bittar, outro proprietário da mesma propriedade rural.

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Contexto da Operação Lava Jato

A investigação atual se conecta a um processo da Operação Lava Jato, em que Lula foi condenado em 2019. Lula foi acusado de receber vantagens indevidas das construtoras Odebrecht e OAS em troca de favorecimento a contratos com a Petrobras.

A pena, fixada em segunda instância em novembro de 2019, foi de 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão. O caso envolveu a reforma do Sítio de Atibaia, que custou cerca de R$ 1 milhão.

O presidente nega as acusações. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações de Lula, e o ministro Gilmar Mendes estendeu ao caso do Sítio de Atibaia a decisão que considerou o ex-juiz Sergio Moro parcial.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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