Flávio Bolsonaro chega favorito à última semana, mas Lula encurta a distância no segundo turno
Flávio Bolsonaro (PL) chega à última semana da campanha presidencial com leve favoritismo sobre Lula (PT), mas as pesquisas indicam que a distância entre os dois diminuiu desde o primeiro turno. A diferença, que foi de 1,87% dos votos válidos, chegou a até cinco pontos percentuais nas sondagens realizadas logo depois da votação.
O avanço de Lula nas intenções de voto é associado a eleitores que escolheram branco ou nulo e a pessoas que não compareceram no primeiro turno. Ainda não é certo, porém, se esse grupo irá às urnas no segundo turno.
Medidas do governo acompanham a alta de Lula
Entre os movimentos recentes do governo, estão o avanço da PEC da Segurança Pública e a aprovação do fim da escala 6×1. O governo contou com a ajuda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para avançar nas duas iniciativas.
Lula também anunciou um projeto voltado para o microempreendedor individual – os MEIs, aprovado pelo Congresso Nacional, e prometeu tarifa zero para os trabalhadores aos finais de semana a partir de 2027. Antes, havia anunciado o reajuste do Bolsa Família.
As medidas têm impacto fiscal relevante. Na avaliação apresentada, porém, elas também parecem ter provocado mudanças nas pesquisas de intenção de voto e contribuído para o crescimento de Lula.
Abstenção pode influenciar o segundo turno
Historicamente, a abstenção aumenta entre o primeiro e o segundo turno. Neste ano, a eleição já foi decidida em 21 estados, fator que pode ampliar o desinteresse de parte dos eleitores em comparecer às urnas.
Flávio, por sua vez, tenta evitar erros e administrar a vantagem. A disputa segue acirrada, e os debates previstos para a reta final podem interferir no resultado.
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Debates serão realizados antes da votação
O primeiro debate será no domingo (18), na Band. O segundo está marcado para a TV Globo, na próxima sexta-feira (23), dois dias antes do segundo turno.
As discussões entre os candidatos podem ser decisivas para a corrida presidencial, mas ainda não é possível saber como vão afetar as intenções de voto.
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Redação Política
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