Fiesp critica Gecex por aprovar novas cotas de importação para veículos eletrificados com alíquota

A Fiesp critica a decisão do Gecex sobre novas cotas de importação para veículos eletrificados

24/06/2026 00:16

2 min

Os custos da instalação serão de responsabilidade do morador
Os custos da instalação serão de responsabilidade do morador

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manifestou sua insatisfação em relação à decisão do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), que aprovou a criação de novas cotas de importação com alíquota zero para veículos eletrificados em formato CKD e SKD.

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A medida foi oficializada na terça-feira, 23 de maio de 2026, e mantém o cronograma de aumento das tarifas para veículos elétricos e híbridos.

Alterações nas Tarifas de Importação

A partir de julho deste ano, a alíquota para veículos eletrificados montados e em formato SKD passará a ser de 35%. Já a tarifa para veículos CKD, que atualmente é de 14%, aumentará para 35% em janeiro de 2027. Para os modelos eletrificados, foram propostas novas cotas que vigorarão por um período de seis meses a partir de julho do próximo ano, totalizando US$ 463 milhões, um valor que se iguala ao que estava vigente até janeiro deste ano, conforme informações divulgadas pelo Gecex.

Em uma declaração oficial, a Fiesp expressou sua preocupação com essa decisão e argumentou que as novas cotas prejudicam a indústria nacional. A entidade ressaltou que a criação dessas cotas contraria deliberações anteriores do próprio Gecex, que havia encerrado esse mecanismo anteriormente.

Impactos na Indústria Automotiva Brasileira

De acordo com a federação, essa mudança nas normas afeta diretamente a segurança jurídica e a previsibilidade regulatória para empresas que investiram na produção local de veículos eletrificados. Paulo Skaf, presidente da Fiesp, declarou: “Ao alterar as regras de forma repentina, o governo federal compromete a segurança jurídica e sabota a previsibilidade regulatória, penalizando toda a cadeia automotiva no Brasil.”

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Esse debate ocorre em um contexto em que montadoras estão se esforçando para aumentar sua produção local de veículos eletrificados. Enquanto isso, o governo defende a continuidade do cronograma tarifário estabelecido. Por outro lado, o setor industrial argumenta que a abertura dessas novas cotas pode diminuir a competitividade dos investimentos feitos no país e comprometer tanto o emprego quanto o desenvolvimento da cadeia automotiva nacional.

O desdobramento desse assunto poderá ter consequências significativas para o mercado automotivo no Brasil e requer atenção às decisões futuras do Gecex sobre importações e tarifas. As indústrias esperam uma revisão nessa política para garantir um ambiente mais favorável ao crescimento sustentável do setor automotivo brasileiro.

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Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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