Fenatrad alerta: Microempreendedorismo ameaça direitos de trabalhadoras domésticas em 2025?

Setor doméstico em 2025: queda de vínculos e alerta sobre precarização! Saiba como o microempreendedorismo afeta direitos e a luta por melhores jornadas.

22/04/2026 10:01

3 min

Fenatrad alerta: Microempreendedorismo ameaça direitos de trabalhadoras domésticas em 2025?
(Imagem de reprodução da internet).

Mercado de Trabalho Doméstico em 2025: Queda de Vínculos e Desafios Profissionais

O setor de trabalho doméstico encerrou o ano de 2025 com um número ligeiramente superior a 1,3 milhão de vínculos ativos. Este dado representa uma redução de 40 mil postos em comparação com o ano anterior, conforme apurou o Ministério do Trabalho e Emprego.

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Em dezembro do ano passado, o salário médio real para a categoria atingiu a marca de R$ 2.047,92. Essa retração no número de vínculos pode sinalizar um aumento em determinadas formas de relações de trabalho informais.

A Transformação para o Microempreendedorismo e a Precarização

Segundo Francisco Xavier, coordenador de gestão administrativa da Federação Nacional dos Trabalhadores Domésticos (Fenatrad), há um movimento crescente de estímulo para o microempreendedorismo entre as trabalhadoras domésticas.

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Xavier aponta que muitas profissionais estão sendo induzidas a se enquadrarem como microempreendedoras, e não mais como trabalhadoras domésticas. Ele alerta que essa situação preocupa até a Organização Internacional do Trabalho (OIT), pois configura uma maneira de contornar a legislação trabalhista.

Direitos Negados e Estigma Profissional

Essa transição impede que a trabalhadora tenha acesso aos direitos conquistados após décadas de luta pela categoria. Xavier estima que cerca de 10 milhões de brasileiros atuam em postos de trabalho doméstico, ressaltando a desvalorização dessa atividade.

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Além disso, ele menciona um estigma social que leva as pessoas a não se reconhecerem como trabalhadoras domésticas. “É muito comum a pessoa chegar e dizer: ‘Não sou trabalhadora doméstica, sou cuidadora’”, explica, citando o preconceito como fator de redução nos números oficiais.

Jornadas Exaustivas e a Luta por Direitos

Sobre a questão da jornada de trabalho, o coordenador da Fenatrad enfatiza que o fim da escala 6×1 é uma pauta central nos debates sindicais. Ele destaca como o trabalhador doméstico sofre com longas jornadas e remuneração baixa.

Apesar da conquista recente de uma jornada limitada a oito horas, Xavier relata que é comum ouvir relatos de profissionais obrigadas a chegar muito cedo, permanecendo na portaria até completar as oito horas de trabalho. Esse tempo de deslocamento já conta como jornada.

Impacto na Vida Pessoal

Outro ponto levantado é a contradição entre o serviço doméstico e a vida pessoal. “A trabalhadora doméstica não tem tempo para nada, para cuidar da saúde, da sua família”, afirma Xavier.

Ele compartilha um exemplo pessoal de como a dedicação ao trabalho impede o acompanhamento do crescimento dos filhos, pois a rotina de trabalho e retorno exaurem o tempo disponível para a família.

Perspectivas para a Categoria

Os desafios apontados, desde a informalização até as jornadas exaustivas, mostram a necessidade contínua de defesa dos direitos trabalhistas na área doméstica.

A discussão sobre a valorização e o reconhecimento formal da categoria permanece crucial para garantir condições de trabalho dignas para os profissionais.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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