Fenabrave reporta crescimento de 196,29% nos emplacamentos de veículos elétricos em 2026

O crescimento expressivo nos emplacamentos de veículos elétricos reflete a eficácia de programas federais e a crescente demanda por modelos sustentáveis.

02/07/2026 15:36

3 min

Vista de um pátio de veículos, no momento em que montadoras anunciam paradas de produção em meio à epidemia do coronavírus (18.mar.2020)
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Dados divulgados nesta quinta – feira (2) pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) mostram um crescimento significativo nos emplacamentos de veículos em 2026. A variação positiva chega a 196,29% no acumulado até junho, se comparado ao ano anterior.

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No primeiro semestre de 2025, foram registrados 30.534 emplacamentos de veículos elétricos“puros”, enquanto em 2026 esse número saltou para 90.470, resultando em uma alta de 59.936 unidades.

Arcelio Junior, presidente da Fenabrave, comentou à CNN sobre o desempenho do segmento de veículos totalmente elétricos e destacou que a atenção também se volta para os modelos híbridos. Este último segmento já apresentava uma base sólida, com 154.472 emplacamentos no primeiro semestre deste ano, em comparação com 83.468 em 2025, o que representa um crescimento de 85,07%.

Incentivos e projeções do mercado

Os programas federais têm sido fundamentais para esse aumento nas vendas. Junior citou iniciativas como o Move Brasil Táxi e Aplicativos como fatores que incentivam a comercialização desses modelos eletrificados com preços até R 150 mil, conforme as exigências do programa.

A Fenabrave projeta um crescimento de 8,8% no segmento de autos e comerciais leves para este ano, totalizando aproximadamente 2,77 milhões de emplacamentos.

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No primeiro semestre de 2026, o crescimento foi de 33,82% em relação ao mesmo período do ano passado, superando a marca de 1 milhão de emplacamentos. Tereza Fernandez, economista da Fenabrave, ressaltou a conveniência dos veículos eletrificados pequenos quanto ao uso de tomadas residenciais de 220 volts para recarga, destacando que isso resulta em menor consumo adicional de energia.

No entanto, ela também chamou a atenção para o aumento dos preços da energia elétrica no Brasil devido à sazonalidade das chuvas e aos desafios na regulação da transmissão no país. “Isso é histórico no Brasil e não se relaciona apenas aos carros elétricos”, afirmou Fernandez.

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Ela mencionou a expectativa sobre o próximo ministro de Minas e Energia e possíveis investimentos em novas linhas de transmissão.

Desafios no setor de caminhões

Apesar da variação positiva de 14,87% nos emplacamentos de caminhões no primeiro semestre deste ano — totalizando pouco mais de 48 mil unidades — o setor enfrenta uma queda comparativa de 9,39% em relação a 2025. O presidente da Fenabrave atribui essa diminuição ao tempo necessário entre a aquisição do benefício do programa Move Brasil e o registro dos emplacamentos.

Tereza Fernandez expressou preocupação com a queda nos números dos caminhões pesados e extrapesados destinados principalmente à agricultura. Para ela, esse setor tem enfrentado dificuldades financeiras que dificultam novas aquisições: “A renovação da frota ocorreu há cerca de dois anos atrás e agora os compradores estão sem caixa”.

A economista revisou suas projeções para este segmento para baixo, prevendo uma queda de 7,8%, totalizando cerca de 102.245 emplacamentos até o final do ano.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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