Falhas no Metrô sobram após privatizações na Linha Rubi
Aumento alarmante de ocorrências no Metrô paulistano corrobora críticas às privatizações da Linha Rubi após anos de negligência na infraestrutura.
Aumento dasFalhas aponta para problemas na infraestrutura. O aumento foi mais acentuado justamente nas linhas que passaram pelo processo de privatização ou tiveram trechos entregues à iniciativa privada no último ciclo econômico. Apesar do crescimento geral em todas as áreas privadas, o sistema da Linha Vermelha do Metrô se destacou como aquele com maior volume e gravidade de registros problemáticos.
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Em um exemplo marcante desse cenário é a CPTM: houve uma elevação alarmante de até 600% nos números de falhas registradas pela linha 7 Rubi. Esse pico coincide diretamente com os períodos iniciais dos processos de desestatização das vias ferroviárias que começaram oficialmente por volta de agosto de.
As falhas nas linhas do metrô e trens registraram um crescimento expressivo no primeiro semestre deste ano: o índice subiu em até 27% quando comparado ao mesmo período de. Segundo levantamento feito pela TV Globo, hoje é média uma ocorrência por dia nos sistemas paulistanos. De janeiro a junho foram contabilizadas 20falhas; esse número supera as 16ocorrências registradas exatamente neste intervalo durante anos anteriores
Sindicalistas ligam problemas à falta de investimento. Dagnaldo Gonçalves Pereira, presidente do Sindicato dos Metroviários e Metroviárias de São Paulo, atribui o aumento constante nas ocorrências ao processo generalizado de privatizações no setor. Ele fez um alerta em entrevista para Conexão BdF da Rádio Brasil de Fato.
“Estou há 38 anos na companhia; sou operador de trem da linha – vermelha”, declarou ele. “Eu nunca vi descarrilamentos nos metrôs estatais como os que vimos depois das linhas CPTM serem privadas,” afirmou ainda sobre a mudança estrutural
Questões operacionais: pessoal e manutenção. O sindicalista Pereira explica, além do impacto dos trechos privados — cujas falhas tendem a ser mais grandes —, o problema sistêmico ligado à operação nas próprias vias mantidas pelo estado em comparação com as empresas públicas tradicionais.
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Ele aponta para uma grave carência de investimento também no capital humano.
Segundo ele, houve um corte significativo na força de trabalho nos últimos meses, numa ordem que varia entre 30% e 40%. Em algumas estações hoje é possível operar contando apenas com um funcionário”, relatou Dagnaldo Gonçalves
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Debate sobre modelos públicos versus iniciativa privada. Pereira reforça ainda seu posicionamento político ao argumentar contra a privatização dos serviços essenciais como o transporte público ferroviario paulista. Ele usa exemplos do cotidiano da população — citando até mesmo problemas em empresas estatais vitais para São Paulo.
“O serviço era prestado antes mais eficiente”, afirmou ele comparativamente à situação atual, mencionando que vazamentos causados por obras de infraestrutura podem levar fatalidades e desabrigação na vida das pessoas no dia a dia”, segundo suas palavras.