Fadi Al-Arawi não joga há mais de dois anos e assiste à Copa do Mundo em abrigo em Gaza

Fadi Al-Arawi, sem jogar há mais de dois anos, assiste à Copa do Mundo em um abrigo em Gaza, refletindo a dura realidade do esporte na região

17/06/2026 06:16

3 min

Fadi Al-Arawi não joga há mais de dois anos e assiste à Copa do Mundo em abrigo em Gaza
(Imagem de reprodução da internet).

Fadi Al-Arawi e a Realidade do Futebol em Gaza

Fadi Al-Arawi, jogador de futebol da Premier League da Faixa de Gaza, não entra em campo desde que o esporte profissional foi suspenso com o início da guerra, há mais de dois anos. Atualmente, ele e a maioria dos habitantes de Gaza não têm mais uma casa onde possam assistir à Copa do Mundo pela televisão.

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Na manhã de sábado, enquanto a partida se aproximava, Al-Arawi vestia seu antigo uniforme do Gaza Sports Club e exibia as medalhas conquistadas em competições internacionais. Ele tentava obter sinal de internet em um laptop em uma sala de uma escola que foi transformada em abrigo para os deslocados. “Veja, esta é a internet, está começando a falhar e a partida nem começou ainda”, comentou Al-Arawi, de 38 anos, à Reuters em Khan Younis, enquanto drones israelenses sobrevoavam a área.

Destruição e Medo em Gaza

Grande parte de Gaza foi devastada e sua infraestrutura severamente danificada durante o ataque militar de Israel, que teve início após os ataques do Hamas em outubro de 2023. Apesar do cessar-fogo previsto para outubro de 2025, Israel continuou a realizar ataques, enquanto o Hamas rejeitou os apelos para depor as armas em troca da retirada das tropas israelenses.

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A população de mais de 2 milhões de palestinos vive em uma estreita faixa de território controlado pelo Hamas, principalmente em tendas e prédios danificados. Alaa Babli, proprietário do Royal Cafe na Cidade de Gaza, instalou linhas de energia alternativas para garantir a transmissão das partidas noturnas, mesmo após o desligamento dos geradores a combustível.

O Impacto da Guerra no Esporte Palestino

Hani Abu Rizq, que assistia a uma partida no café, expressou a constante preocupação com a segurança. “O café pode ser alvo de um ataque. Algo perto de mim pode ser alvo de um ataque e eu posso perder a vida… Mas, apesar de todo o sofrimento que estamos enfrentando, seguimos em frente e assistiremos às partidas”, afirmou.

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A Federação Palestina de Futebol informou que 1.000 atletas estão entre os 73.000 palestinos mortos por Israel na guerra desde 2023, incluindo crianças e amadores de diversos esportes. Israel também destruiu cerca de 285 instalações esportivas, algumas completamente arrasadas e outras bombardeadas.

Os estádios foram convertidos em campos de detenção, com alegações de maus-tratos a prisioneiros, o que Israel nega.

O Estádio Al-Yarmouk, na Cidade de Gaza, onde Al-Arawi e outros profissionais jogavam, agora abriga famílias deslocadas em tendas. “Desde a guerra de extermínio israelense em 2023, o esporte palestino tem sido um dos principais alvos da máquina militar israelense”, declarou Mustafa Siam, da Associação Palestina de Futebol.

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Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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