Fabricantes de celulares e laptops se preparam para escassez de memória

A HMD vende peças avulsas, mas ainda não oferece kits completos de reparo para celulares modulares.

Ilustração de chips de memória RAM

O mercado de celulares modulares tem um novo capítulo para contar. A HMD, dona da marca Nokia, anunciou uma parceria com a iFixit para vender peças de reposição, mas a novidade esbarra em uma questão prática: a falta de pacotes de reparo completos.

A informação foi divulgada na quinta – feira (26) pela própria empresa.

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Na prática, quem quiser consertar um aparelho da marca vai encontrar uma situação mista. Enquanto a HMD vende componentes avulsos, como telas e baterias, a concorrente Fairphone — que também aposta na filosofia modular — não aumentou os preços dos seus produtos.

Já a Jolla, outra fabricante do segmento, adotou uma estratégia diferente e passou a cobrar por upgrades de memória.

Estratégias diferentes no mesmo mercado

A decisão da HMD de se aliar à iFixit, plataforma conhecida por vender ferramentas e guias de conserto, sinaliza uma mudança de postura. A empresa, no entanto, não detalhou quando os pacotes completos de reparo estarão disponíveis nem quais modelos serão contemplados primeiro.

A falta de um kit único pode frustrar consumidores que esperavam uma solução mais direta.

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Enquanto isso, a Fairphone segue com sua política de preços estáveis. A fabricante, que construiu sua reputação em cima da sustentabilidade e da facilidade de conserto, não anunciou reajustes. A postura contrasta com a da Jolla, que encontrou uma forma de monetizar a flexibilidade dos seus dispositivos.

A Jolla, aliás, tomou um caminho oposto ao das rivais. Em vez de vender peças ou manter valores congelados, a empresa passou a oferecer um upgrade de memória pago. A opção, que não existia antes, aparece como uma alternativa para quem precisa de mais espaço sem trocar de aparelho.

O que esperar dos próximos lançamentos

Para o consumidor brasileiro, a novidade da HMD ainda parece distante. A empresa não informou previsão de chegada dos pacotes de reparo ao país nem os valores que serão praticados. A parceria com a iFixit, por enquanto, fica restrita a mercados como os Estados Unidos e a Europa.

A movimentação das três empresas mostra que não existe um consenso sobre o melhor modelo de negócio. Enquanto umas apostam na venda de peças avulsas, outras preferem cobrar por serviços específicos. O que se sabe é que a reparabilidade deixou de ser um diferencial e virou pauta central nas estratégias das fabricantes.

Com a chegada de novas tecnologias e a pressão por práticas mais sustentáveis, a tendência é que mais marcas sigam por esse caminho. A HMD, ao se aproximar da iFixit, reconhece que o conserto precisa ser mais acessível. A dúvida agora é saber se a promessa vai se converter em produtos concretos nas lojas.