Exercício militar dos EUA sobre Caracas gera alarme entre moradores
Exercício Militar dos EUA em Caracas
No último sábado (23), as forças armadas dos Estados Unidos realizaram um exercício militar sobre Caracas, a capital da Venezuela. Foi a primeira atividade militar americana no país desde a operação de 3 de janeiro que capturou Nicolás Maduro e Cilia Flores.
Segundo as autoridades venezuelanas, aquela operação deixou pelo menos 100 mortos.
O exercício foi autorizado pelo governo venezuelano como um simulado de mobilização para emergências médicas ou desastres. Durante a atividade, dois aviões MV-22B Osprey pousaram nas proximidades da embaixada dos EUA, enquanto embarcações entraram em águas venezuelanas no Mar do Caribe.
Reações e Comentários
O Ministério da Informação da Venezuela não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o exercício. Em um comunicado, o governo venezuelano afirmou que continua “comprometido em garantir a implementação” de um plano de três fases, com foco na “estabilização da Venezuela”.
A embaixada dos EUA confirmou a presença de Francis Donovan, comandante do Comando Sul, responsável pelas operações militares americanas na região.
Evelyn Rebolledo, uma administradora de 57 anos residente em Caracas, expressou sua preocupação: “Isso nos deixa em alerta. Um país estrangeiro sobrevoando a cidade é algo novo para nós, especialmente vindo dos Estados Unidos, considerando a situação atual e toda a turbulência no país.
Isso nos deixa em um estado de incerteza”, afirmou Rebolledo.
O governo Trump tem apoiado a administração de Delcy Rodríguez, ex-vice-líder de Maduro, que implementou leis para permitir que os EUA acessem as vastas reservas de petróleo e recursos minerais da Venezuela.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
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