Ex-secretário rompe com o governo de Minas e negocia candidatura ao governo

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), afirmou nesta quinta-feira (30) que o ex-secretário da Casa Civil Marcelo Aro (PP) negocia uma candidatura ao governo do estado.
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A movimentação política marca um rompimento claro com a estrutura partidária e grupo político liderado por Romeu Zema (Novo). Segundo o governo, a ruptura ocorreu depois de divergências sobre os espaços nas chapas.
Aro, que seria candidato ao Senado na chapa governista, não aceitou ceder a vaga a Carlos Viana (PSD).
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O rompimento
Mateus Simões disse em entrevista que foi informado da decisão de Marcelo Aro na manhã desta quinta-feira.
“Eu deveria estar esperando isso já que [ele] estava insatisfeito com a presença de Carlos Viana na minha chapa”, afirmou Mateus. O governador disse que a decepção é ainda maior porque Aro foi seu aluno e foi acolhido no governo depois da eleição de 2022.
Simões lamentou o desfecho da relação política entre os dois homens em Minas Gerais. Ele ressaltou que o ex-secretário vira as costas não apenas para o governo atual, mas também para o projeto de Romeu Zema (Novo), responsável por levá-lo à administração estadual.
Aro articula apoio com PL, Republicanos e União
A disputa pelas vagas ao Senado aumentou o interesse de Aro em concorrer ao governo. Marcelo Aro tem buscado apoios em diferentes frentes políticas. Ele tenta articular respaldo tanto dos membros da sigla PL quanto daqueles ligados ao partido Republicanos.
Segundo Simões, um eventual apoio do PL daria a Marcelo Aro um palanque importante, mas exigiria ceder uma das duas vagas ao Senado ao deputado federal Domingos Sávio (PL).
Já o Republicanos poderia indicar Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis e irmão do senador Cleitinho. A articulação é complexa porque os partidos envolvidos ainda estão dividindo suas estratégias internas.
Histórico que moldou sua influência política
Marcelo Aro começou a carreira política como vereador em Belo Horizonte, eleito em 2012. Depois, foi eleito deputado federal em 2014 e em 2018.
Mais tarde, foi convidado a integrar o secretariado do governador Romeu Zema.
À frente da Casa Civil e da Secretaria de Governo, sua influência cresceu; segundo aliados, ele se reuniu com prefeitos de quase todos os 853 municípios. Ele deixou o governo em abril, dentro do prazo legal para disputar a eleição. Apesar do afastamento oficial das funções executivas em abril, Aro manteve laços importantes na administração pública por meio de integrantes como Castellar Neto, secretário de Governo. A expectativa agora é justamente pelo pedido desses membros para exoneração, selando completamente seu desembarque político.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
Editoria:
Redação Política
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