Pela primeira vez, EUA sancionam empresas chinesas CEIEC e Beijing H&C em pacote contra Cuba
Os Estados Unidos impuseram sanções a empresas dos setores petrolífero e tecnológico de Cuba e à filha da presidenta da Gaesa, conglomerado controlado pelos militares. A informação é do Departamento de Estado, divulgada na quinta-feira (5).
A nova rodada inclui, pela primeira vez, duas empresas chinesas do setor eletrônico, a CEIEC e a Beijing H&C Technologies. Washington acusa as duas de vender material de defesa e sistemas de segurança para Havana.
Sete empresas e a filha da presidenta da Gaesa estão na lista
Entre as sete companhias afetadas está a Caroil, operadora de navios-tanque de petróleo registrada no Chipre e dona de três embarcações. Também entram a Tentacool, registrada no Panamá, a Internacional Marítima e a Petromarca, esta última com dois navios.
A lista traz ainda Any Rodríguez Lastres, descrita pelo comunicado como “filha da já designada presidenta do Grupo de Administração Empresarial (Gaesa), Ania Guillermina Lastres Morera”. A Gaesa é o maior conglomerado empresarial de Cuba e tem interesses em todos os setores econômicos do país. O grupo já havia sido sancionado em maio deste ano.
Governo americano mira a elite e os intermediários do regime
Segundo o comunicado do Departamento de Estado, “A elite governante de Cuba monopoliza os recursos energéticos e de transporte marítimo da ilha para seu próprio enriquecimento, deixando o povo cubano enfrentar apagões, escassez de combustível e uma economia estagnada. Para manter esse sistema em funcionamento, o regime depende de uma rede de intermediários no exterior”.
Na mesma linha, o Departamento do Tesouro emitiu um aviso de sanções contra “qualquer pessoa estrangeira que opere ou tenha operado nos setores de eletrônica, manufatura, marítimo e de tecnologia da economia cubana”. Pelas novas regras, os navios-tanque são considerados bens bloqueados.
Bloqueio petrolífero agrava apagões na ilha
Desde janeiro, os Estados Unidos impõem um bloqueio petrolífero de fato ao país, que tem 9,4 milhões de habitantes. A medida agravou a crise energética e provoca cortes longos de eletricidade com regularidade.
Com a nova onda de sanções, empresas e pessoas punidas não podem acessar o sistema financeiro americano. Nenhuma companhia dos Estados Unidos pode estabelecer relações econômicas com elas.
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Redação Internacional
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