EUA preparam novas estratégias militares para o Estreito de Ormuz em meio a tensões com o Irã

Novos planos militares dos EUA para o Estreito de Ormuz estão em análise, visando neutralizar o Irã. Descubra as estratégias e possíveis alvos dessa operação!

25/04/2026 03:46

5 min

EUA preparam novas estratégias militares para o Estreito de Ormuz em meio a tensões com o Irã
(Imagem de reprodução da internet).

Novos Planos Militares dos EUA para o Estreito de Ormuz

Autoridades militares dos Estados Unidos estão elaborando novas estratégias para neutralizar as capacidades do Irã no Estreito de Ormuz, caso o atual cessar-fogo com o país seja rompido, conforme informações de várias fontes a par do assunto. As opções em análise incluem ataques focados em “ações dinâmicas” contra as capacidades iranianas na região do Estreito de Ormuz, no sul do Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.

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Entre os possíveis alvos, as fontes mencionaram pequenas lanchas rápidas, navios lança-minas e outros ativos assimétricos que têm permitido a Teerã bloquear essas rotas marítimas essenciais e utilizá-las como moeda de troca nas negociações com os EUA.

Esse bloqueio teve um impacto significativo na economia global, ameaçando os esforços do presidente americano, Donald Trump, para controlar a inflação nos Estados Unidos, mesmo com o cessar-fogo que suspendeu os ataques americanos em 7 de abril.

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Campanha de Bombardeio e Alvos Estratégicos

Embora os militares tenham realizado ataques contra a Marinha iraniana, a maior parte dos bombardeios iniciais se concentrou em alvos distantes do estreito, permitindo que as forças dos EUA atacassem mais profundamente no território iraniano. Os novos planos visam uma campanha de bombardeio mais focada em áreas estratégicas.

A CNN já havia reportado que uma parte significativa dos mísseis de defesa costeira do Irã permanece intacta.

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O Irã também possui diversas embarcações de pequeno porte que poderiam ser utilizadas para lançar ataques contra navios, o que complica os esforços dos EUA para reabrir o estreito. Fontes consultadas pela CNN afirmaram que ataques militares na região, por si só, não garantiriam a reabertura imediata da via navegável. “A menos que se prove de forma inequívoca que 100% da capacidade militar do Irã foi eliminada, tudo dependerá da disposição de Trump em aceitar o risco e forçar a passagem de navios pelo estreito”, comentou uma fonte envolvida no planejamento militar.

Possíveis Alvos e Escalada do Conflito

Os militares dos EUA também podem cumprir a ameaça anterior de Trump de atacar alvos de dupla utilização e infraestrutura, como instalações de energia, para pressionar o Irã a voltar à mesa de negociações. Trump já declarou que os EUA retomariam as operações de combate na ausência de uma solução diplomática.

Atacar alvos de infraestrutura representaria uma escalada controversa no conflito, conforme alertaram alguns funcionários americanos, tanto atuais quanto antigos.

Outra estratégia em desenvolvimento pelos estrategistas militares é direcionar ataques a líderes militares iranianos e outros “obstrutores” dentro do regime, que, segundo autoridades dos EUA, estão sabotando as negociações. Um dos alvos mencionados é Ahmad Vahidi, comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica.

Um funcionário do Departamento de Defesa americano, ao ser questionado sobre o planejamento de alvos, afirmou: “Devido à segurança das operações, não discutimos movimentos futuros ou hipotéticos”.

Divisões Internas no Irã e Preparativos dos EUA

Trump tem reiterado que o regime iraniano está “fragmentado” após operações conjuntas entre os EUA e Israel que resultaram na morte de vários altos funcionários, incluindo o líder supremo do país. Em uma publicação recente, Trump destacou uma aparente divisão entre a Guarda Revolucionária Islâmica e membros do governo que estavam negociando com os EUA como um dos obstáculos para um acordo. “O Irã está tendo muita dificuldade para descobrir.

Eles simplesmente não sabem! A luta interna entre os ‘linha-dura’ e os ‘moderados’ é uma loucura!”, escreveu Trump.

Além disso, ataques adicionais dos EUA provavelmente visariam as capacidades militares remanescentes do Irã, incluindo mísseis, lançadores e instalações de produção que não foram destruídos na primeira onda de bombardeios ou que podem ter sido realocados desde o início do cessar-fogo.

A CNN já havia reportado que cerca de metade dos lançadores de mísseis do Irã e milhares de drones de ataque sobreviveram à campanha de bombardeio dos EUA, segundo avaliações da inteligência americana.

Movimentação das Forças Americanas e Impasse Atual

Na semana passada, o Secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, reconheceu que o Irã deslocou alguns de seus ativos militares restantes para novos locais durante o cessar-fogo e ameaçou atacar esses alvos caso o Irã não aceite um acordo. Trump parece hesitante em reiniciar a guerra com o Irã, preferindo uma resolução diplomática para o conflito, conforme reportado pela CNN.

No entanto, diversas fontes indicaram que a prorrogação do cessar-fogo não é “indefinida” e que as forças armadas americanas estão preparadas para retomar os ataques, se necessário. Trump expressa frustração com a recusa do Irã em reabrir o Estreito de Ormuz, que foi efetivamente fechado à navegação internacional após a primeira onda de ataques conjuntos entre os EUA e Israel.

Subestimação da Disposição do Irã e Consequências

O governo Trump subestimou a disposição do Irã em fechar o estreito antes do início da guerra, uma ação que poderia ter sido “evitada” se os EUA tivessem posicionado recursos militares nas proximidades desde o início para dissuadir ou responder a ações de Teerã.

A incapacidade de impedir que o Irã fechasse o estreito durante os primeiros dias da guerra resultou no impasse atual, com os petroleiros relutantes em arriscar a travessia da hidrovia devido ao medo de ataques.

As forças americanas começaram a impor uma presença significativa na região, utilizando grande parte de sua força desde 13 de abril e redirecionando pelo menos 33 navios até quinta-feira. As forças dos EUA também abordaram pelo menos três navios, incluindo dois no Oceano Índico, a cerca de 3.200 quilômetros do Golfo Pérsico.

A abordagem mais recente ocorreu na madrugada de quarta-feira (22), quando um navio que transportava petróleo do Irã foi abordado no Oceano Índico, conforme anunciou o Departamento de Defesa.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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