EUA monitoram ataque em que piloto esfaqueou copiloto em voo para Israel

Governo americano investiga falhas em protocolos de segurança aérea após ataque com faca em voo para Israel.

Avisões da Flydubai em aeroporto

O governo dos Estados Unidos afirmou que acompanha de perto o caso do ataque ocorrido dentro de um voo com destino a Israel. A declaração foi feita pelo secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, durante uma coletiva de imprensa nesta quarta – feira (30.

O incidente mobilizou as autoridades israelenses e americanas. Segundo o primeiro – ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, um dos pilotos esfaqueou o outro durante a viagem. Netanyahu acrescentou que o copiloto, aparentemente, tentou derrubar a aeronave.

Reação dos Estados Unidos

Markwayne Mullin foi direto ao comentar o episódio. Ele disse que os EUA levam “muito a sério qualquer incidente desse tipo”. O secretário também informou que o governo americano continua “analisando os procedimentos em vigor” relacionados à segurança aérea.

A fala de Mullin ocorre em meio a um contexto de tensão no Oriente Médio. O voo em questão seguia para Israel, país que vive uma escalada de conflitos com grupos armados na região. A possibilidade de um ataque interno dentro de uma aeronave acendeu alertas nas agências de segurança dos dois países.

Detalhes do ataque e investigação

As informações iniciais sobre o caso foram dadas pelo primeiro – ministro israelense. Benjamin Netanyahu afirmou que um dos pilotos atacou o outro com uma faca durante o trajeto. O premiê também revelou que a suspeita é de que o copiloto, após o ataque, tentou fazer o avião cair.

As autoridades ainda não divulgaram a identidade dos envolvidos nem a motivação do ataque. A investigação está em andamento, com equipes de segurança de Israel e dos Estados Unidos trabalhando em conjunto para esclarecer os fatos.

O incidente reacendeu o debate sobre os protocolos de segurança em voos comerciais e privados. Especialistas ouvidos por agências internacionais apontam que a checagem de antecedentes de tripulantes e o controle de acesso a objetos cortantes a bordo são pontos que precisam ser revisados.

Leia também

Contexto de segurança aérea

Casos de pilotos que tentam deliberadamente causar acidentes não são inéditos na aviação mundial. O episódio mais lembrado é o do voo 9525 da Germanwings, em 2015, quando o copiloto derrubou o avião nos Alpes franceses, matando todas as 150 pessoas a bordo.

Na ocasião, as investigações apontaram que o copiloto tinha problemas psiquiátricos e trancou o comandante do lado de fora da cabine. Desde então, a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) recomenda que haja sempre pelo menos duas pessoas na cabine e que os tripulantes passem por avaliações psicológicas periódicas.

O governo americano, por meio de Markwayne Mullin, sinalizou que pode reforçar essas medidas. O secretário disse que os procedimentos em vigor estão sendo analisados, sem dar detalhes sobre possíveis mudanças imediatas.

Netanyahu, por sua vez, classificou o ataque como “grave” e prometeu que Israel colaborará com as investigações. O primeiro – ministro israelense não descartou a hipótese de que o ataque tenha motivação terrorista, mas ponderou que é cedo para conclusões definitivas.

A coletiva de Markwayne Mullin ocorreu horas após a declaração de Netanyahu. O secretário americano não respondeu a perguntas sobre a possibilidade de sanções ou alterações nos voos entre os dois países.