EUA confirmam armas de controle espacial em órbita, mas tipo de armamento é mantido em segredo

O secretário da Força Aérea fez o anúncio durante conferência, mas não revelou detalhes sobre o armamento ou quando foi colocado em órbita.

15/09/2026 18:11

3 min

Satélite da Nasa no espaço
Satélite da Nasa no espaço

Os Estados Unidos confirmaram publicamente, pela primeira vez, que possuem armas de controle espacial em órbita. A declaração foi feita pelo secretário da Força Aérea, Troy Meink, durante a Conferência Aérea, Espacial e Cibernética, em National Harbor, Maryland.

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O anúncio é visto como um sinal direto a adversários que desafiam o domínio americano no espaço.

“Hoje, continuamos a garantir que permanecemos prontos para enfrentar os desafios das ameaças em constante evolução, onde quer que elas existam”, disse Meink. “É por isso que os Estados Unidos agora possuem armas de controle espacial em órbita capazes de defender as forças conjuntas contra ações hostis de adversários.” O secretário não deu detalhes específicos sobre o armamento e, questionado, recusou – se a fornecer informações adicionais.

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Também não se sabe quando os equipamentos foram colocados em órbita.

O contexto da corrida espacial militar

O presidente Donald Trump, que criou a Força Espacial dos EUA em 2019 como parte da Força Aérea, já havia classificado a iniciativa como um passo histórico para reforçar a defesa americana. A medida ocorre em meio a uma competição acirrada com China e Rússia, que, segundo Washington, testam novas capacidades ofensivas no espaço.

“A China desenvolve e opera capacidades espaciais e contraespaciais como parte de uma estratégia de modernização militar”, afirma a Força Espacial dos EUA em seu site. Já “a Rússia vê o espaço como um domínio de guerra e acredita que a supremacia espacial será um fator decisivo em conflitos futuros”.

Autoridades militares americanas citam exemplos como as missões de treinamento de constelações de satélites russos, que poderiam demonstrar “táticas de ataque e defesa”, e o desenvolvimento, pela China, de um míssil hipersônico de órbita parcial com capacidade nuclear.

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Conforme relatado pela CNN em 2024, a inteligência dos EUA sugere que a Rússia também tentou desenvolver uma arma nuclear espacial, que usaria um pulso eletromagnético para destruir uma grande quantidade de satélites. Moscou nega a alegação. Uma arma desse tipo teria impactos devastadores, desestabilizando satélites usados para previsão do tempo, resposta a desastres e sistemas globais de navegação — essenciais para serviços bancários, transporte de cargas e até despacho de ambulâncias.

O escudo antimíssil “Cúpula Dourada” e os próximos passos

Embora o Tratado do Espaço Exterior de 1967 proíba armas nucleares ou de destruição em massa em órbita, ele não proíbe armas convencionais no espaço ou o uso de armas terrestres contra alvos espaciais. Em dezembro passado, Trump assinou uma ordem executiva que considerava a superioridade dos EUA no espaço “uma medida de visão e força de vontade nacional”, com ênfase em tecnologias de defesa antimíssil e na capacidade de neutralizar ameaças, incluindo “qualquer colocação de armas nucleares no espaço”.

A ordem foi um passo em direção ao sistema “Cúpula Dourada”, um plano multibilionário inspirado no Domo de Ferro de Israel. Segundo autoridades, o escudo permitiria aos EUA interceptar mísseis de qualquer lugar do mundo. Trump disse esperar que o sistema esteja concluído até 2028.

A CNN noticiou anteriormente que o Pentágono agendou o primeiro grande teste para pouco antes da eleição de 2028, de acordo com duas fontes familiarizadas com o assunto.

Em sua declaração na segunda – feira, Meink também afirmou que um programa americano de defesa passou “do contrato inicial ao hardware pronto para voo em menos de um ano”, sem revelar mais detalhes. A CNN entrou em contato com a Força Espacial para obter um comentário, mas não houve retorno até a publicação desta matéria.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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