Telescópio Tianyu registra imagem com 1 milhão de estrelas e duas nebulosas em exposição única

Telescópio Tianyu inicia fase científica e deve começar levantamento oficial em outubro de 2026.

15/09/2026 03:52

2 min

Constelação de Cisne
Constelação de Cisne

O Telescópio Tianyu, instalado no noroeste da China, acaba de atingir um marco importante. Em uma única exposição, o equipamento registrou uma imagem que reúne a Nebulosa da América do Norte, a Nebulosa do Pelicano e mais de um milhão de estrelas da Via Láctea.

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O registro, feito na constelação de Cisne, sinaliza a transição do instrumento para a fase de observação científica. A expectativa é que o telescópio inicie oficialmente suas operações de levantamento científico em outubro de 2026.

A imagem capturada impressiona pela escala. Em uma única exposição, o Tianyu cobre uma área de quase nove graus quadrados do céu. Para se ter uma ideia, isso equivale a uma vasta porção celeste, permitindo que o telescópio observe fenômenos que outros equipamentos levariam muito mais tempo para mapear.

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Caça a explosões cósmicas em tempo real

Eventos violentos no universo, como explosões estelares e emissões de ondas gravitacionais provocadas pela fusão de estrelas de nêutrons, podem desaparecer em segundos ou minutos. Essa rapidez exige instrumentos igualmente ágeis. O Tianyu foi projetado justamente para isso: quando telescópios espaciais ou detectores de ondas gravitacionais emitem alertas, ele consegue se mover rapidamente em direção ao alvo.

Mais do que apontar para o local, o equipamento tem a capacidade de “rebobinar” a área do céu sob seu monitoramento em tempo real. Dessa forma, ele consegue recuperar registros de segundos anteriores à explosão, algo crucial para entender a origem e a evolução desses fenômenos.

A tecnologia permite capturar o antes e o depois de eventos que, de outra forma, seriam perdidos para sempre.

Monitoramento contínuo em busca de exoplanetas

Quando estiver em plena operação, o Telescópio Tianyu não se limitará a eventos explosivos. Ele monitorará continuamente o brilho de estrelas, em busca de exoplanetas, supernovas e outros fenômenos astronômicos. A ideia é que o equipamento funcione como um vigilante constante do céu noturno, registrando variações de luminosidade que possam indicar a presença de planetas orbitando outras estrelas ou explosões estelares distantes.

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O registro da Nebulosa da América do Norte e da Nebulosa do Pelicano é apenas o começo. Com a previsão de início oficial das operações científicas em outubro de 2026, astrônomos de todo o mundo aguardam os próximos dados que o Tianyu poderá fornecer.

A combinação de amplo campo de visão e capacidade de reação rápida coloca o telescópio como uma ferramenta promissora para a astronomia observacional nos próximos anos.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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