ETFs de renda fixa no Brasil crescem para R 51 bilhões em 2026, com 12 novos produtos lançados
O crescimento dos ETFs de renda fixa no Brasil reflete a busca por investimentos mais acessíveis e eficientes, com 12 novos produtos lançados em 2026.
Os fundos negociados em bolsa, conhecidos como ETFs, estão em franca ascensão no Brasil. Esses produtos replicam carteiras de títulos de dívida, tanto públicos quanto privados, e permitem que investidores comprem e vendam ativos de renda fixa diretamente na bolsa de valores.
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Dados divulgados pela B 3 em parceria com a gestora Investo mostram que o valor desses fundos saltou de R 8,8 bilhões em dezembro de 2024 para impressionantes R 51 bilhões somente em 2026.
O crescimento dos ETFs não se limita apenas à quantidade de produtos disponíveis no mercado, mas também ao volume investido. Em 2026, foram lançados 12 novos ETFs de renda fixa, evidenciando uma tendência crescente entre os investidores. Marilia Fontes, apresentadora da Resenha do Dinheiro, aponta que esse aumento reflete as vantagens percebidas pelos investidores ao optar por esses produtos.
Vantagens dos ETFs de renda fixa
A acessibilidade e a rapidez na operação são fatores que tornam os ETFs atraentes. Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, explica que esses fundos começaram como produtos voltados para a renda variável, mas o mercado evoluiu e os investidores passaram a reconhecer os benefícios da renda fixa nessa estrutura. “É um produto fácil, acessível, rápido e com liquidez”, afirma Pascowitch.
Outro aspecto importante é a eficiência tributária dos ETFs em comparação aos títulos tradicionais. Marilia Fontes esclarece que nos títulos públicos a tributação segue uma tabela regressiva que varia de 22,5% para prazos curtos até 15% para prazos mais longos.
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Em contrapartida, nos ETFs de renda fixa a alíquota é fixa em 15%, o que pode ser vantajoso para estratégias de investimento com prazos mais curtos.
Diferenças em relação aos títulos públicos
No entanto, existem diferenças significativas entre investir em ETFs e comprar títulos públicos diretamente do Tesouro. Nos ETFs, não há vencimento individual dos papéis, já que o fundo precisa manter sua estratégia através do rebalanceamento da carteira.
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Isso significa que o gestor deve constantemente ajustar os ativos mantidos no fundo para garantir uma exposição contínua ao mercado.
Essa dinâmica pode resultar em um desempenho inferior dos ETFs em cenários onde as taxas de juros aumentam. Títulos individuais tendem a se aproximar do vencimento ao longo do tempo, enquanto os ETFs podem sofrer com as oscilações do mercado devido à marcação a mercado constante.
A apresentadora alerta sobre essas nuances: “É diferente de comprar um título público direto do Tesouro”, conclui Fontes.
O programa Resenha do Dinheiro
A Resenha do Dinheiro é um programa realizado com o apoio da B 3 e da gestora Black Rock. Apresentado por Thiago Godoy — conhecido como “Papai Financeiro” — Marilia Fontes e Bernardo Pascowitch, o programa busca desmistificar temas relacionados à educação financeira e investimentos através de uma abordagem leve e direta.
A atração aborda semanalmente tópicos relevantes da economia em um formato descontraído, semelhante a uma conversa entre amigos mas sem perder a profundidade da análise. O programa vai ao ar todas as sextas – feiras às 19h no canal CNN Money no You Tube e também aos domingos às 15h na CNN Brasil.