Estudo da University College London revela danos do castigo físico na educação infantil

O estudo da University College London revela os efeitos nocivos do castigo físico na infância, ligando-o a comportamentos agressivos e baixo desempenho

12/06/2026 20:01

3 min

Estudo da University College London revela danos do castigo físico na educação infantil
(Imagem de reprodução da internet).

Estudo aponta que castigo físico prejudica educação infantil

Pesquisadores da University College London revelaram que o castigo físico não traz benefícios na educação de crianças e pode levar a comportamentos agressivos e prejuízos acadêmicos. A pesquisa, realizada no Reino Unido, indicou que crianças entre três e sete anos apresentaram 40% mais chances de se envolver em comportamentos de risco aos 14 anos.

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Os resultados mostraram que adolescentes que sofreram punição física nessa faixa etária tinham 33% mais probabilidade de exibir comportamentos de risco, como 35% mais propensos a agredir alguém, 41% a relatar bullying entre irmãos e 26% a se envolver em cyberbullying.

No que diz respeito ao desempenho escolar, essas crianças tiveram quase 6% mais chances de não alcançar as cinco notas mais altas no exame de conclusão do ensino médio do Reino Unido em inglês e matemática.

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Direitos das crianças e legislação

De acordo com Anja Heilmann, autora principal do estudo, os resultados reforçam a ideia de que castigos físicos são prejudiciais ao desenvolvimento e bem-estar infantil. “As crianças têm o direito de serem criadas livres de todas as formas de violência.

Nossos filhos não podem receber a mensagem de que podemos impor nossa vontade aos outros infligindo dor física”, destacou Heilmann.

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Ela defende que a agressão contra crianças, incluindo as chamadas punições físicas, deve ser considerada ilegal na Inglaterra e na Irlanda do Norte, onde atualmente não há essa proibição. Na Escócia, País de Gales e Irlanda, essa prática já é proibida. “Mudar a lei na Inglaterra e na Irlanda do Norte sinalizaria que a violência nunca é aceitável”, afirmou.

Contexto no Brasil

Em 2021, uma em cada cinco crianças de 10 anos no Reino Unido havia sofrido algum tipo de punição física. No Brasil, atos de violência e castigos físicos contra crianças são proibidos. Duas leis garantem a proteção dos menores: a Lei Menino Bernardo, sancionada em 2014, que assegura o direito de crianças e adolescentes a serem educados sem tratamento cruel, e a Lei Henry Borel, de 2022, que estabelece medidas protetivas para vítimas de violência doméstica e considera crime hediondo o assassinato de menores de 14 anos.

O Brasil também criou o Estatuto da Criança e do Adolescente em 1990, um dos principais instrumentos que garantem os direitos desse grupo no país.

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Metodologia da pesquisa

Os pesquisadores analisaram a frequência da punição física no Reino Unido e sua relação com os resultados comportamentais, cognitivos e educacionais das crianças. Para isso, utilizaram dados do estudo longitudinal Millennium Cohort, que acompanhou cerca de 19 mil crianças nascidas entre 2000 e 2002.

As informações foram coletadas em intervalos regulares, desde os nove meses até os 17 anos dos participantes, cruzando as punições físicas com as características familiares.

Além disso, o estudo correlacionou os dados do Millennium Cohort Study com o Banco de Dados Nacional de Alunos da Inglaterra para avaliar o impacto das punições no desempenho acadêmico na adolescência.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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