Estudo associa canetas emagrecedoras a risco 41% menor de câncer ligado à obesidade
Pesquisa acompanhou mais de 229 mil adultos por dois anos, mas sem comparar diretamente semaglutida e tirzepatida nem substituir o acompanhamento médico.
Medicamentos que atuam no receptor do hormônio GLP-1 foram associados a uma menor incidência de cânceres relacionados à obesidade em adultos. O resultado aparece em um estudo publicado na edição de agosto da revista científica Annals of Oncology, que avaliou mais de 229 mil adultos com obesidade e sem diagnóstico de diabetes nos Estados Unidos.
Do total analisado, 86 mil pessoas usavam medicamentos com GLP-1, enquanto 143 mil receberam orientação para fazer dieta ou praticar exercícios. Após dois anos de acompanhamento, o grupo que utilizava os fármacos apresentou uma incidência 41% menor do conjunto de 13 tipos de câncer associados à obesidade.
Medicamentos avaliados e tipos de câncer
A pesquisa também examinou diferentes remédios da classe. O uso de semaglutida foi relacionado a uma incidência mais baixa de câncer, assim como o de tirzepatida. Como os dois medicamentos não foram comparados diretamente, os pesquisadores não puderam apontar qual deles seria mais eficaz na redução do risco.
Entre os tumores avaliados, houve associação com menor incidência de câncer de pâncreas, endométrio, colorretal e tireoide. Também foram identificadas reduções para mieloma múltiplo e .
Os resultados não eliminam a necessidade de acompanhamento médico. Especialistas alertam que o ideal é que os e que o paciente mantenha acompanhamento profissional para evitar efeitos negativos no organismo.
Dados sobre obesidade no Brasil
A obesidade é uma doença crônica marcada pelo acúmulo anormal ou excessivo de gordura no corpo. Segundo o SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional), 34,98% da população está sobre peso, o que representa mais de 7 milhões de pessoas.
Outros 22,74%, equivalentes a 5 milhões de pessoas, estão com obesidade Grau I. Já os casos de obesidade grau II e grau III somam mais de 3 milhões de pessoas, cerca de 15% da população.
Leia também
Os dados foram analisados nesta segunda – feira (7) pela CNN Brasil e contabilizam os números até agosto de 2026. O tema também foi abordado no programa AO VIVO: CNN SINAIS VITAIS – DR. KALIL ENTREVISTA: OBESIDADE INFANTIL I | 22/08/2026.
Doenças associadas ao excesso de peso
De acordo com o Ministério da Saúde, a obesidade aumenta o risco para outras, diabetes, hipertensão arterial sistêmica, doença do fígado e diversos tipos de câncer, como os de cólon, de reto e de mama.
A condição também está relacionada a problemas renais, asma, agravamento da covid e dores nas articulações, entre outras consequências para a saúde.