Estudantes da USP aprovam fim da greve após quase 60 dias
Alunos da USP decidem pelo fim da greve
Na noite desta segunda-feira (8), os alunos da Universidade de São Paulo (USP) votaram pelo término da greve durante uma assembleia. A decisão, tomada em assembleia do Diretório Central dos Estudantes (DCE), encerra uma paralisação de quase 60 dias, iniciada em 14 de abril de 2026.
No total, 323 estudantes votaram a favor do fim da greve, enquanto 255 optaram por continuar com as reivindicações. Além disso, pelo menos sete alunos se abstiveram de votar.
De acordo com a deliberação da assembleia, cada curso poderá decidir de forma independente se manterá a paralisação nas respectivas faculdades.
Reitoria da USP não se pronuncia
A reitoria da USP foi contatada, mas não respondeu ao pedido de posicionamento sobre a votação.
A greve na USP começou em 14 de abril de 2026 e, após três rodadas de negociação sem acordo, a reitoria decidiu encerrar o diálogo com os estudantes por causa de divergências nas pautas. Em um comunicado oficial, a universidade informou que as reuniões com a representação estudantil totalizaram 20 horas e considerou o diálogo encerrado.
Ocupação da reitoria
Os estudantes que participaram da greve conseguiram ocupar a reitoria da USP após derrubarem um portão no início de maio. Os manifestantes exigiam a reabertura das negociações entre o comando da greve e o reitor Aluísio Segurado. Após três dias de ocupação, a Tropa de Choque da Polícia Militar foi acionada.
Na ocasião, a Reitoria da USP divulgou uma nota lamentando a invasão do prédio, classificando o ato como uma “escalada de violência com danos ao patrimônio público”.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
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