Estreito de Ormuz registra queda drástica em travessias de navios devido a tensões com Irã

A queda nas travessias no Estreito de Ormuz reflete a crescente tensão entre EUA e Irã, com operadores marítimos adotando cautela diante de novas ameaças.

10/07/2026 11:01

3 min

Navios ancorados no Estreito de Ormuz, vistos de Musandam, em Omã 11 de junho de 2026 REUTERS/Stringer
Navios ancorados no Estreito de Ormuz, vistos de Musandam, em Om...

O Estreito de Ormuz enfrenta uma situação tensa, com um aumento no número de minas na região e a remoção gradual dessas ameaças. Para transitar, os navios têm duas opções: navegar pela costa norte de Omã ou seguir a rota designada pelo Irã, que está intensamente pressionando para que sua passagem seja utilizada.

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Recentemente, essa pressão resultou em ataques com drones a embarcações que optam pela rota omanense, um sinal claro das intenções iranianas.

Na quinta – feira (9), apenas uma das 22 passagens confirmadas no estreito foi feita pelo lado de Omã, conforme dados da Kpler, empresa especializada no rastreamento de navios. Essa estatística revela uma queda significativa em comparação às aproximadamente 40 a 50 travessias registradas nas semanas anteriores, além de estar muito aquém dos mais de 100 trânsitos diários observados antes do início da guerra.

Vale destacar que alguns navios estão desligando seus transponders e tentando atravessar rapidamente, o que dificulta a contagem exata das embarcações na região.

Contexto de tensão entre EUA e Irã

A instabilidade no Estreito de Ormuz continua sendo um ponto crítico nas relações entre Washington e Teerã. A Kpler prevê que os operadores marítimos manterão cautela e poderão adiar trânsitos não essenciais enquanto as tensões persistirem. “É provável que sejam mais seletivos quanto às rotas”, afirma a empresa em relatório recente.

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Após dois dias seguidos de bombardeios intensos entre os Estados Unidos e o Irã, esforços diplomáticos estão sendo feitos para reduzir as hostilidades. Segundo uma autoridade americana, os EUA adotaram uma estratégia de ataques deliberados seguidos por pausas para evitar uma escalada do conflito e permitir negociações nos bastidores.

Escalada dos ataques contra embarcações comerciais

A aparente calmaria vem após um período turbulento em que o Irã atacou três embarcações comerciais na terça – feira (7) nas águas territoriais de Omã, próximas ao Estreito de Ormuz. O ataque foi classificado por uma autoridade americana como uma “grave violação” do memorando assinado entre os países.

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Em resposta aos ataques iranianos, os Estados Unidos restabeleceram sanções sobre as vendas de petróleo do Irã, levando o preço do petróleo Brent a subir mais de 5% no mesmo dia.

A mídia estatal iraniana informou que várias pessoas ficaram feridas devido a destroços causados por “projéteis inimigos” na cidade costeira de Sirik. Após esses eventos, o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, retornou ao Irã vindo do Iraque, onde participou das celebrações fúnebres do aiatolá Ali Khamenei.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã criticou duramente a decisão dos Estados Unidos de reintroduzir sanções sobre o petróleo iraniano, afirmando que isso viola o acordo feito para encerrar as hostilidades.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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